Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Publicada em: 29/10/2026 12:29. Atualizada em: 29/10/2026 12:37.

“Pais não têm que 'ajudar', têm que criar os filhos”, destaca psicanalista em palestra no TRT-RS

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Print de tela mostra o palestrante Thiago. Ele é um homem de meia idade, com cabelos e barba grisalha. Tem a pele branca e usa uma camiseta vermelha.Hoje, 29 de outubro, é o Dia Internacional do CuidadoAbre em nova aba. Para marcar a data, o TRT-RS publica uma série especial com matérias a respeito do tema.

Esta matéria específica aborda reflexões da palestra on-line “Parentalidade e Responsabilidade”, promovida pelo TRT-RS no último dia 25 de setembro, com o psicanalista e escritor Thiago Queiroz. Ele falou sobre a divisão de papéis e a sobrecarga no cuidado familiar.

A palestra de Thiago fez parte do “Pacto pela Parentalidade”, proposto pelo Coletivo de Mulheres Servidoras do TRT-RS, com apoio do Comitê Gestor de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade e da Assessoria de Promoção do Trabalho Decente e dos Direitos Humanos (Asprodec).

Em sua exposição, o especialista afirmou que a sociedade não ensina os homens a cuidar e a amar desde a infância. Segundo Thiago, a divisão das tarefas que serão assumidas na vida adulta começa a ser delineada ainda no desenvolvimento infantil.

Para o psicanalista, o ato de brincar é o principal território de aprendizagem das crianças. É nessa fase que, culturalmente, as meninas são incentivadas a realizar atividades ligadas à casa e ao cuidado, enquanto os meninos não recebem essas referências.

“Com isso, os meninos se tornam adultos disfuncionais e com uma insegurança emocional imensa. Quando são cobrados pelas companheiras, tendem a achar que elas estão sendo exigentes demais. Pais não têm que ‘ajudar’, pais têm que criar os filhos”, enfatizou.

Criação, estereótipos e masculinidade

A mudança cultural necessária, segundo Thiago Queiroz, reside na transformação dos modelos de criação. Ele alertou para os riscos de reproduzir estereótipos de gênero desde cedo:

“Criar meninos com a ideia de que as mulheres são inferiores e que a elas cabe unicamente o dever de cuidado pode fazer com que eles sejam facilmente cooptados por movimentos de ódio ao gênero feminino, hoje amplamente difundidos em redes sociais”, pontuou.

O palestrante concluiu ressaltando que o modelo tradicional de masculinidade é insustentável e traz prejuízos para toda a sociedade. “A mentalidade de que os homens devem ser fortes, provedores e voltados apenas à disputa e à conquista gera uma alta carga de sofrimento, alimentando o que conhecemos como masculinidade tóxica”, concluiu.

Nas redes sociais, Thiago pode ser encontrado no perfil “Paizinho, vírgula”Abre em nova aba.

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Fonte: Sâmia Garcia (Secom/TRT-RS)
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