Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Publicada em: 29/10/2026 12:27. Atualizada em: 29/10/2026 12:38.

Dia Internacional do Cuidado: um tema que atravessa a vida de toda a sociedade

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Mulher caminha ao lado de idosa. Eles estão de costas. Ela tem longos cabelos loiros e lisos e veste colete bege e camisa azul. A idosa tem cabelos grisalhos e usa colete e camisa azuis.O Dia Internacional do Cuidado e Apoio é celebrado em 29 de outubro. A data foi instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância do trabalho de cuidado, sua relação direta com a igualdade de gênero e o seu impacto na sustentabilidade social e econômica.

Embora ainda pouco debatido, o tema diz respeito a praticamente toda a população. Ao longo da vida, todas as pessoas serão cuidadas e, em algum momento, exercerão o papel de pessoas cuidadoras — podendo, inclusive, alternar entre essas posições.

Transformações na rotina

A necessidade do cuidado surge de diversas formas: no nascimento de uma criança, no diagnóstico de uma doença na família ou no envelhecimento de pais, mães e outros parentes. Além dessas situações, com exceção da gestação — período em que o autocuidado demanda atenção redobrada —, raramente é possível prever quando a vida trará uma necessidade especial ou uma demanda contínua de assistência.

Na prática, a tarefa de cuidar reconfigura a rotina. Envolve dedicação, cansaço e, em muitos casos, impõe a reorganização de prioridades pessoais para atender às necessidades de outra pessoa. São responsabilidades que podem durar curtos períodos ou se estender por anos, abarcando a saúde física e o bem-estar emocional de quem recebe o apoio.

Essas vivências trazem à tona um fato confirmado pela experiência e pela ciência: quem cuida também adoece. A partir disso, surgem provocações centrais para o debate público: quem cuida de quem cuida? Por que o trabalho de cuidado recai desproporcionalmente sobre as mulheres? Como transformar uma cultura marcada pela sobrecarga de um gênero específico?

Uma questão de desigualdade de gênero

Os dados confirmam esse desequilíbrio. Segundo o estudo “Políticas para a Corresponsabilidade no Mundo do Trabalho”, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), as mulheres são responsáveis por 76,2% do trabalho de cuidado não remunerado no Brasil.

Além disso, as brasileiras dedicam, em média, 9,8 horas semanais a mais do que os homens a essas tarefas.

Confira a íntegra do estudo publicado pela OIT e pelo MDS.

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Fonte: Sâmia Garcia (Secom/TRT-RS). Foto: obencem/DepositPhotos
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