Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Publicada em: 02/07/2026 12:22. Atualizada em: 02/07/2026 12:27.

O Futuro é Jovem: alunos da rede pública federal participam de quiz no TRT-RS

Visualizações: 35
Início do corpo da notícia.

A fotografia mostra uma das equipes vista de costas e a servidora Renata falando no púlpito.O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS)  realizou, nesta quarta-feira (1º/7), um jogo de perguntas e respostas sobre Direitos Humanos com alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), dos campi Viamão e Restinga.

A atividade "O Futuro é Jovem" aconteceu no Auditório Ruy Cirne Lima, da Escola Judicial.

A realização foi do Programa de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem Profissional do TRT-RS. A organização ficou por conta da Assessoria de Promoção dos Direitos Humanos e do Trabalho Decente (Asprodec).

A ação faz parte do projeto “Geração Consciente: Semana Contra o Trabalho Infantil”, que também envolve a disponibilização, pelo TRT-RS, de bibliotecas sobre direitos humanos em escolas da rede públicaAbre em nova aba.

O jogo

Intitulado “Certo, Errado e Convença”, o jogo foi idealizado pela servidora Renata Covalski Geraldo. De um lado da disputa, estava a equipe “Mentes Brilhantes”, formada por alunos(as) do curso técnico em Meio Ambiente e do curso técnico em Administração, ambos do campus de Viamão do IFRS. O grupo foi acompanhado pela professora Alba Cristiane dos Santos Salatino e pelos professores Neilo Márcio Silva Vaz e Alexsander Lemos Ferreira.

Do outro lado, formada por alunos(as) do curso técnico em Lazer, do campus da Restinga do IFRS, estava a equipe “Marielle Franco”. O time foi supervisionado pela professora Tatiana Teixeira Silveira Pinto e pela coordenadora do curso, Dania Pinto Gonçalves.

A fotografia mostra as equipes sentadas e o auditório.A servidora Renata ocupou o cargo de mestre de cerimônias do evento. Participaram ainda, formando a banca de juradas, as servidoras Tatiane Menezes Palezi, Cristina Grumann e Fernanda Maria Aguilhera dos Santos.

As regras

O jogo (também chamado de quiz) abordou 12 temas sobre Direitos Humanos, entre eles: direitos das mulheres, inclusão de pessoas com deficiência, discriminação racial, democracia e justiça, infância e juventude, e direitos LGBTQIAPN+.

Na dinâmica proposta, cada um dos 12 tópicos seria abrangido por duas afirmativas, que poderiam ser falsas ou verdadeiras. Os alunos e alunas deveriam, então, após a leitura de cada enunciado, tocar uma sineta. A equipe que soasse a campainha em primeiro teria o direito de responder “Verdadeiro” ou “Falso”. Além disso, deveria justificar a resposta em até dois minutos. A banca de juradas então avaliaria a argumentação do grupo e, caso a explicação dos(as) estudantes fosse considerada bem fundamentada, a equipe receberia um ponto pela qualidade do raciocínio. Depois disso, um vídeo seria exibido em um telão, mostrando a resposta correta (verdadeiro ou falso) juntamente com uma explicação. O acerto valeria mais um ponto para o grupo. 

Ao longo da tarde, a cada novo tema (ou seja, a cada duas perguntas), as equipes elegeriam três alunos(as) para subirem ao palco, estimulando a participação de todos e todas.

Ao final, o grupo com maior pontuação seria declarado vencedor.

Partida acirrada

A fotografia mostra as equipes de costas e o telão em que está sendo exibida uma das perguntas.A mestre de cerimônias frisou antes de iniciar a partida: a proposta não era descobrir quem sabia mais sobre determinado tema, e sim exercitar a capacidade de pensar, de ouvir pontos de vista diferentes e de construir bons argumentos. Disse que errar faz parte do aprendizado, e que o mais importante é poder dialogar com abertura e respeito.

A primeira afirmativa da dinâmica tratou sobre os direitos das mulheres: 

“No Brasil, as mulheres somente puderam obter o direito a ter o seu próprio cartão de crédito em 1960. Certo ou errado?”, indagou a servidora Renata. 

As duas equipes tocaram as sinetas com grande velocidade, demonstrando a energia que perduraria por todo o evento, refletida em comemorações a cada acerto e aplausos quando os(as) colegas subiam ao palco.

Outros enunciados que foram respondidos pelas equipes, por exemplo, trataram sobre trabalho infantil, sustentabilidade e direito ao voto.

Encerradas as 24 perguntas dos 12 temas abordados, houve uma pausa para um lanche. Enquanto isso, a comissão julgadora realizaria a contagem da pontuação.

Saldo positivo para todo mundo

Durante o intervalo, a estudante Isabella Graboski Corrêa, do quarto ano do curso técnico de Meio Ambiente do campus Viamão, demonstrou-se feliz com o evento: “É interessante para a gente poder colocar em pauta esses assuntos de uma forma mais atrativa, para quem é adolescente”, disse. Ela ressaltou, ainda, que foi uma boa oportunidade para a integração dos dois campus: “Claro, em algum momento vai virar uma competição, é meio que o objetivo do jogo, mas eu acho que no fim, como agora no intervalo, está todo mundo conversando como se nada tivesse acontecido. A rivalidade ficou lá dentro, mas o aprendizado saiu com a gente”.

A professora Tatiana, do curso técnico em Lazer, do campus Restinga, destacou a importância das temáticas abordadas junto aos(às) estudantes, enfatizando que diversas das questões são trabalhadas em sala de aula. Ela destacou o contentamento por terem sido convidados a virem ao Tribunal: “Eu achei muito interessante, fiquei muito feliz pelo convite. A gente sempre procura, dentro do Instituto Federal, fazer parcerias com outras instituições, porque eu acho que enriquece bastante. E se pudermos repetir com outras turmas, em outros eventos, a gente está aí”.

A fotografia mostra as três juradas erguendo seus papéis com votos de positivo para a resposta de uma equipe.Muitas comemorações

Após o momento de descontração, os(as) estudantes retornaram ao auditório. No telão, foi exibida a somatória das pontuações, tendo como vencedora a equipe “Mentes Brilhantes”, do campus Viamão, com 20 pontos. A equipe “Marielle Franco” ficou logo atrás, com 18 pontos. As manifestações de comemoração foram entusiasmadas, e alunos e alunas cantaram músicas e dançaram.

As turmas foram, então, chamadas ao palco para receberem os prêmios pela participação: um kit com itens escolares e material informativo sobre Direitos Humanos.

A dinâmica encerrou com o registro fotográfico de ambas as equipes e dos(as) demais presentes no evento.

A servidora Renata, responsável pela elaboração das perguntas, bem como dos vídeos exibidos juntamente com as respostas, afirmou: “A intenção é abrir as portas do Judiciário e do Tribunal para as novas gerações e estimular o debate sobre direitos humanos”. Ela enfatizou que, futuramente, aqueles(as) jovens podem vir a ser advogados(as), magistrados(as), ou seguir outras carreiras dentro do Judiciário.

O IFRS é uma instituição de ensino federal de ensino público e gratuito, que oferta educação profissional e tecnológica no estado do Rio Grande do Sul por meio de cursos rápidos, cursos técnicos de nível médio, de graduação e de pós-graduação (especialização e mestrado).

Também estiveram presentes na ocasião a juíza Lúcia Rodrigues de Matos, coordenadora do Comitê Gestor de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TRT-RS, e a desembargadora Rejane Souza Pedra, gestora regional do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem.

Fim do corpo da notícia.
Fonte: Gabriel Moura (Secom/TRT-RS), com fotos de Guilherme Lund e informações da Asprodec e do IFRS
Tags que marcam a notícia:
Institucionaltrabalho infantil
Fim da listagem de tags.

Últimas Notícias