Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Publicada em: 06/11/2026 22:54. Atualizada em: 06/11/2026 22:54.

Gestores e gestoras dos programas institucionais da JT visitam o Quilombo Areal da Baronesa

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Fabiane de Figueiredo Xavier está sentada em um círculo de pessoas, ela está falando para as pessoas.
  Fabiane de Figueiredo Xavier

Na tarde desta sexta-feira (06/11), encerrando o 2º Encontro Nacional dos Programas Institucionais da Justiça do TrabalhoAbre em nova aba, magistrados(as) e servidores(as) de TRTs de todo o país visitaram o Quilombo Areal da Baronesa, em Porto Alegre. 

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Durante a atividade, a representante da Associação Comunitária Cultural Quilombo Areal da Baronesa, Fabiane de Figueiredo Xavier, apresentou o contexto histórico da comunidade situada entre a Cidade Baixa e o bairro Menino Deus, onde vivem cerca de 80 famílias. Fabiane resgatou as origens do território desde o século XIX, detalhando a vivência dos escravizados ligados aos barões de Gravataí, o trabalho das lavadeiras na beira do rio e a posterior transição fundiária da região.

Cleusa está em pé, diante de um círculo de pessoas. Ela está falando para as pessoas.
  Cleusa Astigarraga

Na sequência, Fabiane abordou a resistência comunitária diante da especulação imobiliária e dos processos de urbanização e remoção que reduziram os limites do território ao longo das décadas. Ela descreveu a organização dos moradores, a fundação do clube de mães e a posterior criação da associação local, destacando as etapas de mobilização comunitária que conduziram ao reconhecimento formal e à titulação do Areal da Baronesa como área de interesse cultural e território quilombola.

A comitiva da Justiça do Trabalho também acompanhou a exposição da coordenadora do Instituto Cultural Areal da Baronesa do Futuro, Cleusa Astigarraga, de 80 anos. A dirigente detalhou a trajetória do projeto social fundado em 2005, voltado ao atendimento de cerca de 20 crianças e jovens do quilombo e de comunidades vizinhas em atividades como aula de dança, bateria e futebol. Em sua apresentação, ela ressaltou a relevância das atividades artísticas e pedagógicas na promoção da cidadania e no acolhimento da juventude local, destacando a ligação histórica da comunidade com o samba e o carnaval em Porto Alegre. 

Pessoas caminham na rua do quilombo
  Hoje, o Quilombo Areal da Baronesa é uma rua de 300 metros.

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Fonte: Secom/TRT-RS
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