Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Publicada em: 24/09/2026 13:25. Atualizada em: 24/09/2026 13:25.

“Pensar globalmente, agir localmente”: TRT-RS distribui mudas de plantas e promove palestra sobre o cultivo consciente

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Imagem das mudas de plantas e pessoas reunidas na volta.Em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado na segunda-feira (21/9), o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) promoveu uma palestra sobre cultivo de plantas e resiliência urbana.

A atividade também contou com a distribuição de mudas de plantas para magistrados(as), servidores(as), estagiários(as) e trabalhadores(as) mediante a terceirização do TRT-RS.

Nessa terça-feira (22/9), o Auditório Ruy Cirne Lima, do Foro Trabalhista de Porto Alegre, recebeu a bióloga da Coordenação de Arborização Urbana da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo de Sustentabilidade de Porto Alegre (Smamus), Bibiana Cassol. A palestra foi voltada para conscientização sobre o cultivo correto de plantas, a importância de soluções de planejamento urbano e o reconhecimento das mudanças antrópicas nos últimos anos.

Além da apresentação, mudas de árvores e compostos orgânicos foram distribuídos para o público interno do Tribunal. As plantas foram doadas pelo Jardim Botânico de Porto Alegre e pela ONG Madre Tierra, e o composto orgânico foi produzido pelas composteiras do TRT-RS. Durante a ação, esteve à disposição dos presentes um catálogo com a descrição e as características de cada espécie que estava sendo distribuída. 

Imagem de integrantes da Coordenadoria de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão e da juíza auxiliar Luciana Caringi. Cicero, Eliane, Luciana e Elen estão em pé sorrindo um ao lado do outro. Cicero segura um  vaso de planta.
Integrantes do CSAI e a juíza auxiliar da presidência.
Cicero, Eliane, Luciana e Elen.

A iniciativa foi da Coordenadoria de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão (CSAI) e está alinhada às diretrizes institucionais de sustentabilidade que contribui diretamente para o Plano de Descarbonização do TRT-RS.

A atividade também contou com a participação da juíza auxiliar da Presidência Luciana Caringi Xavier, que falou sobre a importância do desenvolvimento de pesquisas e da consciência ambiental. A juíza manifestou o desejo de que a ação promova atitudes diárias de mais cuidado ao meio ambiente e de um consumo cada vez mais consciente.

Resiliência Urbana

Imagem da palestrante Bibiana em pé no palco do auditório. Ela é uma mulher de meia idade, pele clara, cabelos lisos castanhos. Veste uma blusa branca estampada em preto e uma calça preta. Ela usa óculos e está estendendo a mão esquerda em direção ao projetor.
Bibiana Cassol

Como eixo central da palestra, a resiliência urbana foi definida por Bibiana como “a capacidade de um sistema urbano em acolher mudanças e persistir”. A bióloga apresentou um retrospecto sobre as transformações sociais – a Revolução Industrial, a industrialização e a globalização –, que acarretaram na expansão das áreas urbanas. A palestrante mostrou dados sobre as mudanças climáticas, que gradativamente foram acontecendo no mundo nos últimos anos.

Durante a atividade, Bibiana Cassol mostrou que cerca de 87% da população brasileira vive em áreas urbanas, e a ocorrência de eventos extremos aumentaram em frequência e intensidade. Desta forma, foram apresentadas soluções de planejamento urbano que servem como recurso para combater o desequilíbrio climático. Dentre as soluções, está a construção de cidades jardins, parques lineares, boulevards, mini-florestas, bacias de retenção e o aumento da cobertura vegetal.

Segundo a bióloga, nos últimos 10 anos Porto Alegre testemunhou uma forte incidência de eventos climáticos extremos, com queimadas, estiagens, chuvas e alagamentos. A urbanização cresceu, e desde 1985, houve a diminuição de áreas permeáveis. 

O Plano Nacional de Arborização Urbana prevê a regra 3-30-300, de Cecil Konijnendijk, que define objetivos para uma cidade mais sustentável: três árvores vistas da janela, 30% de cobertura arbórea no bairro em que reside, e a distância de, no máximo, 300 metros de uma área verde. No Brasil, a média da cobertura arbórea é de 28%. A partir dessas informações, a bióloga propôs a ideia de “pensar globalmente e agir localmente”, tendo a plantação e o cultivo consciente como resposta para aumentar a cobertura vegetal na cidade.

Imagem das mudas de plantas e pessoas reunidas na volta.Imagem da plateia em primeiro plano, ao fundo está o palco com a palestrante apresentando.

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Fonte: Laura Barbosa (Secom/TRT-RS).
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