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26/08/2019 10:12

Audiência coletiva: Jovem aprendiz e representantes de empresas falam sobre importância da aprendizagem

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Aprendiz Vitória Guimarães

Uma jovem aprendiz e três representantes de empresas gaúchas falaram, na tarde dessa sexta-feira (23), sobre aprendizagem em audiência pública sobre o tema no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS). Hermínio Ficagna, da Vinícola Aurora, Vendelino Neumann, das lojas Taqui, Flávio Goulart, da JTI Tabaco, e a jovem Vitória da Silva Guimarães destacaram, com diferentes pontos de vista, a importância de iniciativas de inclusão e capacitação de jovens. O evento aconteceu no Plenário Milton Varela Dutra.

Acesse fotos da audiência coletiva.

Os três representantes de empresas que já contratam aprendizes foram unânimes em afirmar que, embora de extrema importância para os jovens — como mostrado na audiência por representantes de órgãos públicos e de casas de acolhimento —, a aprendizagem também é essencial para o desenvolvimento das próprias empresas e até da região onde estão inseridas. “Essa legislação”, comentou Hermínio Ficagna, se referindo à Lei do Jovem Aprendiz, “nos proporcionou melhorar o desenvolvimento do meio rural e a renovação do quadro social, que é muito importante para os negócios da cooperativa”. Vendelino Neumann apresentou o número de jovens que atuam hoje, na condição de aprendizes, nas dezenas de unidades das Lojas Taqui por todo o Rio Grande do Sul: 201. Mas a ideia, segundo ele, é fazer esse número crescer ainda mais. “Eles vão ser o futuro, nossa sucessão. E nada mais justo, mais correto, do que acolhê-los e prepará-los”, afirmou Neumann.

Flávio Goulart mostrou ao público iniciativas promovidas pela JTI Tabaco em parceria com programas de aprendizagem, como a Escola Agrícola. Para ele, essas iniciativas têm o objetivo de contribuir com o aprimoramento de políticas públicas e, ainda, com a sucessão rural na agricultura familiar. “É importante que os empresários entendam que, sim, é responsabilidade social, mas não só isso. Nós estamos falando de práticas negociais também”, afirmou Goulart. “A gente entende que [a aprendizagem] é um bem social fundamental, mas também é fundamental para a sustentabilidade de nossos negócios”, apontou. “Se a gente não investir em educação e em capacitação das futuras gerações, os nossos negócios vão sofrer”, finalizou.

Encerrando o evento, Vitória contou sua trajetória enquanto jovem residente de abrigo e contemplada por programas de aprendizagem. Ela perdeu a mãe ainda criança e foi, por conta própria, morar em um abrigo. Lá, teve uma vida difícil. Contou que chegou a pensar em desistir de tudo, mas foram os seus supervisores que a incentivaram e a fizeram continuar. “Foi uma época bem difícil porque nada fazia sentido sem a minha mãe do meu lado”, contou a jovem, emocionada. “Eles falaram que eu podia ser alguém na vida. Eu acreditei neles e corri atrás do meu sonho", lembrou, se referindo aos coordenadores do abrigo e dos programas de aprendizagem pelos quais passou. Atualmente, a jovem cursa o terceiro semestre de Direito e estagia no Ministério Público. Ela sonha em ser juíza. Antes de ingressar no Ensino Superior, Vitória foi aprendiz no Senac e no Pão dos Pobres. Ela também fez cursos profissionalizantes no CIEE e no Lar Dom Bosco.

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Fonte: Leonardo Fidelix (Secom/TRT4). Fotos: Inácio do Canto
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