Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Publicada em: 14/09/2026 12:44. Atualizada em: 14/09/2026 12:44.

Exposição no TRT-RS busca valorizar a beleza de paisagens gaúchas diante das ameaças climáticas

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Imagem da exposição. Na foto aparecem pessoas conversando e observando os quadros.O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) inaugurou, na quinta-feira (10/9), a exposição “Percepções sobre a paisagem”, do artista visual Gilmar Andreatta, inspirada em cenários da cidade de Nova Petrópolis.

A mostra fica no saguão do Prédio-Sede do TRT-RS (Av. Praia de Belas, 1100) até 5 de outubro, com visitação aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.Abre em nova aba

Confira o álbum de fotos.Abre em nova aba

A dualidade da natureza

Seja por meio da representação de araucárias – árvores típicas do sul do Brasil, mas que estão ameaçadas de extinção –, ou das montanhas debruçadas pelo Rio Caí – que encantam, mas que durante as cheias foram pontos de deslizamento –, a exposição aproxima o público a cenários de Nova Petrópolis pouco acessados e que vivem sob o risco das forças da natureza e da ação humana.

Imagem de uma das obras da exposição. A obra é extensa, é a junção de três desenhos de paisagens diferentes, dispostos um do lado do outro na horizontal, parecendo que são da mesma paisagem.Além de retratar a beleza natural gaúcha, há um interesse pessoal do artista em refletir sobre as ameaças ao meio ambiente e as tragédias climáticas – em especial, a enchente que atingiu o estado há dois anos.

Nesse contraste entre o belo e o trágico, surge a urgência da mensagem de Gilmar para valorizar e preservar os ecossistemas naturais. “Em um momento em que as paisagens naturais estão gravemente comprometidas em quase todo o mundo, temos um cenário desafiador para a própria existência humana, muitas vezes ainda cega pelo imediatismo do progresso industrial e pelo consumo desmedido”, escreveu Andreatta no texto da mostra.

Os desenhos não são um retrato fiel da cidade da Serra Gaúcha, mas uma proposta do artista para contemplar paisagens que, muitas vezes, passam despercebidas em meio às dispersões das tecnologias digitais.

A obra e o artista

Imagem de Gilmar em frente a dois de suas obras expostas. Ele é um homem idoso de pele clara, cabelo e bigode grisalhos, veste um paleto preto e camisa cinza. Está sério na foto.
Gilmar Andreatta Carneiro

As obras começaram a ser produzidas em 2024. Nas paisagens, é possível notar a presença de árvores, montanhas, corpos hídricos, entre outros componentes do meio rural. 

As criações surgiram da observação do artista, que, por meio da captura de fotografias, começou a produzir seus desenhos utilizando giz pastel oleoso. O autor da mostra afirma que suas produções têm influência da poética de Van Gogh, embora busque trazer sua própria visão reveladora para suas artes.

Gilmar Andreatta Carneiro é mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e contribui com produção teórica na área. Trabalha como professor na rede de ensino do município de Porto Alegre. Na área de produção artística, tem trabalhado na criação e pesquisa de gravura em metal junto ao Atelier Jardim (POA).

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Fonte: Laura Barbosa (Secom/TRT-RS)
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