TRT-RS inaugura Banco Vermelho no Foro Trabalhista de Gramado
Gramado.
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) inaugurou, nesta quinta-feira (10/9), o Banco Vermelho no Foro Trabalhista de Gramado. Símbolo internacional de conscientização e enfrentamento da violência contra a mulher, o banco foi instalado no átrio do prédio e passa a ser um espaço permanente de alerta, reflexão e memória sobre a violência de gênero e o feminicídio.
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A iniciativa integra as ações do TRT-RS voltadas à prevenção da violência, à promoção dos direitos das mulheres e à defesa dos direitos humanos.
O presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, destacou o caráter simbólico da iniciativa e a importância de integrá-la a outras ações institucionais de enfrentamento à violência.
“A inauguração de um banco vermelho é um gesto simbólico, mas de grande importância social. Um banco por si só pode não ser suficiente para acabar com a violência contra a mulher, mas cumpre um papel importante quando integra o conjunto de ações voltadas à prevenção, à conscientização, ao acolhimento e ao enfrentamento desta triste realidade", disse.
Ao falar sobre o significado do espaço, o presidente acrescentou: “que seja também uma advertência de que a violência contra a mulher jamais será aceita, tolerada ou omitida. Diante dela não haverá silêncio ou indiferença”.
A ouvidora da Mulher e das Ações Afirmativas do TRT-RS, desembargadora Carmen Izabel Centena Gonzalez, ressaltou que o Banco Vermelho integra uma campanha internacional de enfrentamento à violência contra as mulheres.
“O Banco Vermelho é um símbolo internacional contra o feminicídio, criado na Itália, tendo o projeto sido oficializado em nosso país em 2024”. A magistrada também chamou atenção para a permanência do medo enfrentado pelas mulheres. “Estamos encerrando o primeiro quarto do século XXI e as mulheres continuam tendo medo”, comentou.
Ao defender o papel do novo espaço, Carmen afirmou: “lembro que o banco vermelho deve ficar disponível neste átrio para que mulheres e homens possam sentar-se e meditar sobre o significado desse importante símbolo na busca do fim da violência contra as mulheres”.
O diretor do Foro da Justiça do Trabalho de Gramado, juiz Artur Peixoto San Martin, destacou que o enfrentamento da violência contra a mulher deve envolver toda a sociedade.
“É um movimento que deve ser feito por homens e mulheres, pela sociedade toda”. Para o magistrado, a Justiça do Trabalho e a comunidade local também fazem parte dessa mobilização.
Também estiveram presentes na cerimônia os seguintes desembargadores e desembargadoras: Cláudio Antônio Cassou Barbosa (vice-presidente institucional e de atuação em demandas coletivas); Maria Madalena Telesca (corregedora regional); Maria Silvana Rotta Tedesco (diretora da Escola Judicial); Tânia Regina Silva Reckziegel (presidente do Colégio de Ouvidorias Judiciais das Mulheres e desembargadora auxiliar da Presidência do Superior Tribunal Militar); e Brígida Joaquina Charão Barcelos (coordenadora da Comissão de Direitos Humanos e Trabalho Decente).
Participaram, ainda, a juíza Maria Cristina Santos Perez, titular da 2ª Vara do Trabalho de Gramado e auxiliar da Direção da Escola Judicial; o juiz Charles Lopes Kuhn, da 1ª Vara do Trabalho de Gramado; a juíza Luciana Bohm Stanke, supervisora do Cejusc 2º Grau; a juíza Maria Teresa Vieira da Silva, auxiliar da Vice-Presidência Institucional e de Atuação em Demandas Coletivas; a juíza Carolina Quadrado Ilha, auxiliar da Corregedoria; e a servidora Angie Catiuscia Costa Miron (chefe da Divisão de Controle da Direção do Foro).
Pela advocacia, estiveram presentes o presidente da OAB Canela/Gramado, advogado Roberto Maldaner; o vice-presidente, advogado João Guilherme Steffens; e a presidente da Comissão Especial da Advocacia Trabalhista, advogada Valentina Prezzi.


