Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Publicada em: 09/09/2026 17:02. Atualizada em: 09/09/2026 17:16.

21º Encontro Institucional da Magistratura do Trabalho do RS é aberto em Gramado

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Início do corpo da notícia.
foto em plano médio, mostrando palco e parte do público
Abertura oficial

Começou nesta quarta-feira (9), no Hotel Master, em Gramado, o 21º Encontro Institucional da Magistratura do Trabalho do RSAbre em nova aba. Até sexta-feira (11), mais de 180 juízes, juízas, desembargadores e desembargadoras da Justiça do Trabalho gaúcha estarão reunidos para tratar de assuntos atuais da atividade jurisdicional.

O tema desta edição é "Reorganização do Trabalho e da Subjetividade na Era Digital". A programaçãoAbre em nova aba inclui palestras e oficinas para debates e troca de experiências. A organização é da Escola Judicial (EJud-4).

Em pronunciamento na abertura das atividades, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, refletiu sobre a magistratura sob o ponto de vista humano. “Todos os dias, cada um e cada uma de nós chega ao trabalho trazendo a própria história, experiências vividas, convicções, alegrias e também inquietações, já que uma instituição não é feita apenas de estruturas, processos e decisões. Ela é feita de gente. Sabemos que a nossa tarefa não é simples. A magistratura nos exige muito”, declarou.

Des. Alexandre Cruz
Pronunciamento do presidente Alexandre Cruz abriu as atividades.

Segundo o magistrado, a atividade jurisdicional exige serenidade para lidar com conflitos e com questões humanas e sociais complexas. Demanda, também, equilíbrio diante de situações difíceis. “É essa dimensão humana que nos move, dando sentido à existência da nossa instituição e ao que fazemos”, afirmou.

O presidente disse que é importante cada magistrado e magistrada olhar para trás e reconhecer o quanto já construíram em suas trajetórias. “Essa é a história que trazemos para este encontro. É com ela que seguiremos construindo, juntos, uma Justiça do Trabalho cada vez mais próxima das pessoas, comprometida com a dignidade e com a realidade de quem necessita”, concluiu.

Desa. Maria Silvana
Desa. Maria Silvana Tedesco, diretora da Escola Judicial.

A diretora da Escola Judicial, desembargadora Maria Silvana Rotta Tedesco, por sua vez, explicou que a programação deste ano foi concebida para privilegiar metodologias ativas de aprendizagem, combinando conferências e oficinas que estimulam a participação, a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento. 

Um dos temas do evento, conforme a magistrada, será o cuidado com a saúde mental dos magistrados e magistradas, diante da sobrecarga de trabalho e da conexão permanente. “Cuidar de quem julga é condição para uma justiça que cuida”, alertou. Conforme Maria Silvana, a conexão permanente dissolveu as fronteiras entre o gabinete e a casa, entre o expediente e o descanso, entre o juiz e a juíza e a pessoa que veste a toga. “A hiperdigitalização não nos deu mais tempo de qualidade, deu-nos mais tempo ocupado”, afirmou. 

Palco com os integrantes da mesa de abertura
Mesa de abertura foi composta pela Administração do TRT-RS

Para a diretora da EJud4, o Encontro é uma oportunidade para refletir sobre as transformações que atravessam o mundo do trabalho e a atividade jurisdicional, a fim de construir novas formas de organização do trabalho, mais justas, saudáveis e adequadas à complexidade dos tempos atuais.

Mesa oficial

A mesa de abertura do encontro também teve a presença do vice-presidente institucional e de atuação em demandas coletivas, desembargador Cláudio Antônio Cassou Barbosa; do vice-presidente jurisdicional, desembargador Fernando Luiz de Moura Cassal; da corregedora regional, desembargadora Maria Madalena Telesca; do vice-diretor da Escola Judicial, desembargador Ricardo Carvalho Fraga; do ouvidor do Tribunal, desembargador João Paulo Lucena; e da ouvidora da Mulher e das Ações Afirmativas, desembargadora Carmen Izabel Centena Gonzalez. 

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Fonte: Gabriel Borges Fortes (Secom/TRT4). Fotos: Guilherme Lund
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