Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Publicada em: 31/07/2026 20:06. Atualizada em: 31/07/2026 20:06.

“A mediação coletiva facilita a construção de respostas para crises trabalhistas na área da saúde pública”, declara presidente do TRT-RS

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Alexandre é branco, tem cabelo e barba pretos escuros. Usa terno azul marinho. Está sendo em uma poltrona com uma estante ao fundo. Em primeiro plano, duas pessoas da plateia aparecem de costas, desfocadas.
Alexandre Corrêa da Cruz

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS), desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, ministrou uma palestra sobre o papel das mediações coletivas para a solução de conflitos trabalhistas na área da saúde pública. O evento foi realizado na sede da Fundação Escola Superior de Direito Municipal (ESDM), em Porto Alegre, e reuniu procuradores municipais.

Durante a apresentação, o magistrado compartilhou experiências de mediações coletivas conduzidas pelo TRT-RS. Ele destacou que, nos últimos dois anos, cerca de 25% das mediações realizadas pela Justiça do Trabalho gaúcha envolveram a área da saúde. Segundo Alexandre, a maior parte desses casos diz respeito aos chamados "litígios estruturais", caracterizados por violações reiteradas de valores constitucionais.

Os três aparecem ao centro, em frente à estrante de livros. Helena e Alexandre estão sentados em poltronas e Rafael fala de pé.
Helena Panichim, Alexandre Cruz e Rafael Ramos

Entre os exemplos citados estão o fechamento de hospitais e as demissões em massa de profissionais da saúde, situações que prejudicam tanto os trabalhadores quanto a população, que fica sem atendimento. “A saúde é a base da dignidade humana, envolvendo a integridade física e psíquica”, afirmou.

Facilitador 

O presidente destacou que o Poder Judiciário não pode implementar políticas públicas por conta própria. No entanto, por meio das mediações coletivas, pode atuar como facilitador na construção de soluções consensuais para os desafios da saúde.

Helena é branca, de cabelo castanho claro. Olha para a direita e sorri.
Helena Panichim

Segundo Alexandre, a principal vantagem da mediação em litígios estruturais é a possibilidade de enfrentar a origem dos problemas. O diálogo entre representantes das empresas e dos trabalhadores permite construir soluções conjuntas e que possam ser colocadas em prática. “A mediação facilita o diálogo e a aproximação entre as partes do conflito, organizando quais são os interesses divergentes e convergentes”, observou.

O presidente observou que 75% das mediações conduzidas pelo TRT-RS resultam em acordo. Além disso, ressaltou que a mediação ajuda a evitar a judicialização em massa. Em momentos de crise, um acordo coletivo pode impedir o ajuizamento de diversas ações trabalhistas. “A judicialização isolada não resolve o problema, só aumenta o passivo trabalhista”.

Rafael é negro, com cabelo e barba curtos escuro. Usa óculos e veste terno azul marinho. Fala de pé em frente à estante de livros.
Rafael Ramos

Efetivação de direitos

Ao encerrar a palestra, Alexandre reforçou que a Justiça do Trabalho pode contribuir para a efetivação coletiva de direitos fundamentais. “A mediação coletiva pré-processual viabiliza soluções consensuais e sustentáveis para conflitos estruturais complexos na área da saúde”.

A palestra contou com a fala de abertura do diretor-geral da ESDM, Rafael Ramos, e foi mediada pela vice-presidente  da Associação dos Procuradores do Município de Porto Alegre (APMPA), Helena Tregnago Panichim.

Após o evento, o presidente Alexandre Cruz visitou a sede da APMPA.

Cinco pessoas de pé posam para a foto.
Palestra ocorreu na ESDM
Quatro pessoa de pé posam para a foto.
Presidente do TRT-RS visitou a sede da APMPA. 














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Fonte: Guilherme Villa Verde (Secom/TRT-RS)
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