Prêmio Innovare: TRT-RS apresenta quatro práticas inovadoras a consultores da edição 2026
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) apresentou, nos dias 2 e 3 de julho, quatro práticas inscritas na edição 2026 do Prêmio InnovareAbre em nova aba.
As iniciativas foram avaliadas pelos consultores do Instituto Innovare no Rio Grande do Sul, os advogados Camilo Macedo e Larissa Bodini, que conheceram os projetos diretamente com as equipes responsáveis pelo seu desenvolvimento.
Acompanharam as apresentações o presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, a corregedora regional, desembargadora Maria Madalena Telesca, a diretora da Escola Judicial do TRT-RS, desembargadora Maria Silvana Rotta Tedesco, a juíza auxiliar da Presidência Luciana Caringi Xavier, a juíza auxiliar da Vice-Presidência Institucional e de Atuação em Demandas Coletivas, Maria Teresa Vieira da Silva, a secretária-geral da Presidência, Enilda Souza de Andrade, a diretora-geral, Rejane Carvalho Donis, o diretor da Secretaria de Sistemas de Informação, André Soares Farias, entre outros servidores e servidoras.
As práticas apresentadas abrangem áreas distintas, envolvendo segurança institucional, gestão do conhecimento jurídico, sustentabilidade e inclusão, com foco na melhoria da prestação jurisdicional e na possibilidade de replicação por outros órgãos públicos.
Aegis
A primeira apresentação foi do Aegis, conduzida pelo diretor da Secretaria de Segurança Institucional, João Peixoto.
A ferramenta foi desenvolvida para identificar, de forma preventiva, situações de risco relacionadas às audiências presenciais.
O sistema cruza automaticamente informações oficiais para localizar mandados de prisão em aberto e gerar alertas que subsidiam a atuação da Polícia Judicial.
A decisão sobre as providências, entretanto, permanece sob responsabilidade da equipe técnica, após análise do contexto e aplicação de matriz de risco.
Conforme Peixoto, a iniciativa transformou um procedimento antes manual em um processo institucional permanente, permitindo planejamento antecipado, integração entre órgãos de segurança e maior proteção para magistrados(as), servidores(as), advogados(as) e jurisdicionados(as).
LaborNexus
A plataforma LaborNexus foi apresentada pela juíza Carolina Paiva, coordenadora de dois grupos de trabalho que participaram de sua criação.
A prática organiza e sistematiza normas internacionais do trabalho, precedentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Sistema Interamericano de Direitos Humanos em um ambiente único de consulta voltado à atividade jurisdicional.
O objetivo é facilitar o acesso dos magistrados e magistradas a esse patrimônio jurídico, reduzindo barreiras como a dispersão das fontes, a dificuldade de pesquisa e a barreira linguística.
Desenvolvida com curadoria de magistrados(as) e utilização ética de inteligência artificial apenas como apoio à tradução inicial de documentos públicos, a plataforma busca fortalecer a fundamentação das decisões judiciais e o controle de convencionalidade.
Desde seu lançamento, já passou a ser utilizada em ações de capacitação em diversos tribunais e foi apresentada na Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra.
Partiu TRT
O aplicativo Partiu TRT foi apresentado pela servidora Elen Cristina Presotto e pelo servidor Cícero da Silva Ferreira, da Coordenadoria de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão.
A solução incentiva o compartilhamento de caronas entre magistrados(as) e servidores(as), contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa associadas ao deslocamento diário. O projeto surgiu após diagnóstico que apontou que esse tipo de deslocamento respondia por mais de dois terços das emissões do Tribunal.
Desenvolvido integralmente com recursos internos e sem custos adicionais de aquisição de software, o aplicativo foi concebido com mecanismos de proteção de dados, acesso restrito ao público interno e potencial de replicação por outras instituições públicas.
Conexão PcD
Também apresentada por Elen e Cícero, a prática Conexão PcD teve como foco a promoção da inclusão e o combate ao capacitismo no ambiente institucional.
A iniciativa consistiu na realização de um seminário voltado à implementação das diretrizes da Resolução CNJ nº 401/2021 (que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão para o Poder Judiciário), priorizando o protagonismo de pessoas com deficiência, tanto na programação quanto nos relatos de experiências apresentados durante o evento. A proposta buscou promover uma mudança de paradigma, valorizando a escuta ativa e o compartilhamento de vivências de servidores(as), especialistas e representantes da sociedade civil.
Além da programação temática, o evento contou com recursos de acessibilidade, como interpretação em Libras, audiodescrição, legendagem, transmissão pelo YouTube e mestre de cerimônias com deficiência auditiva. A prática destaca-se pelo baixo custo e pelo potencial de replicação em outros órgãos públicos.
O Prêmio Innovare
Criado em 2004, o Prêmio Innovare identifica, divulga e reconhece práticas que contribuem para o aprimoramento da Justiça brasileira. Após as visitas técnicas, os consultores e consultoras elaboram relatórios que subsidiam a avaliação da comissão julgadora da premiação.


