Marca da Justiça do Trabalho da 4ª Região, composta por traços que formam, simultaneamente, as letras J e T entrelaçadas, e a representação de uma pessoa. A cor predominante é o azul escuro, mas também há detalhes em amarelo e verde nas letras J e T. Abaixo desse símbolo, vem o nome "Justiça do Trabalho" e, em letra menor, a identificação "TRT da 4ª Região (RS)" Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade 2025
Imagem com o número 100 junto ao símbolo do sistema PJe
Publicada em: 29/05/2026 15:39. Atualizada em: 29/05/2026 15:52.

Encontro de Segurança Institucional debate capacitação, integração entre órgãos e modernização da Polícia Judicial

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público no plenário em primeiro plano de costas e palestrantes ao fundo no centro da nave.
Encontro ocorreu no Plenário do TRT-RS

O 5º Encontro Nacional de Segurança Institucional da Justiça do Trabalho prosseguiu, na tarde de quinta-feira (28/5) e na manhã de sexta-feira (29/5), com debates sobre qualificação profissional, boas práticas da Polícia Judicial, integração entre órgãos de segurança e modernização das políticas de segurança institucional no Judiciário.

Entre os temas discutidos, estiveram o treinamento contínuo dos agentes, a criação de protocolos operacionais, o atendimento a ocorrências com pessoas em crise de saúde mental, o fortalecimento da inteligência no combate ao crime organizado e a padronização de procedimentos.

A programação do encontro teve início na manhã de quinta-feira (28/5), reunindo autoridades da segurança pública e gestores(as) da área de segurança institucional dos tribunais trabalhistas no Plenário do TRT-RS. O encontro se encerra na tarde desta sexta-feira (29/5) com uma visita institucional à fábrica de armas Taurus, em São Leopoldo.

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Qualificação profissional

hipólito está de perfil usando terno cinza e camisa branca e fala ao microfone. ele é pardo e grisalho. Dornelles está sentando à direita, ouvindo a fala de Hipólito. Ele é calvo,grisalho e usa terno cinza.
Hipólito Cardozo e Marcelo Dornelles

O secretário de Polícia Judicial do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Hipólito Alves Cardozo, destacou a importância do treinamento contínuo para os agentes de segurança. Segundo ele, a capacitação da Polícia Judicial tem o desafio de transformar pessoas por meio da educação, mesmo diante de dificuldades como a falta de recursos humanos e materiais.

Durante a palestra, Cardozo apresentou ações bem-sucedidas, desafios enfrentados e estratégias de intervenção adotadas na área. Também afirmou que o treinamento ajuda a economizar tempo, reduzir falhas e preservar vidas. 

“Se almejamos uma polícia pronta, com alta capacidade técnica e especializada, as decisões gerenciais precisam ser tomadas agora. Só consigo fazer um novo futuro com diagnósticos e intervenções”, declarou. 

A mediação ficou a cargo do chefe da Divisão de Polícia Judicial do TRT-RS, Marcelo Della Pace Dornelles. 

Protocolos operacionais

Rodrigo está de perfil e fala ao microfone em primeiro plano. Ele é pardo e tem cabelo preto curto. Usa terno cinza. Atrás dele aparecem Jedaías e Felipe, também sentados em poltronas.
Rodrigo Hazin, Jedaías Ferreira e Felipe Barth.

Na abertura do painel sobre boas práticas, o diretor da Secretaria de Polícia Judicial do TRT-PE, Rodrigo Hazin, falou sobre a experiência do seu regional com a instituição de protocolos operacionais. Os protocolos são documentos técnicos que estabelecem linhas gerais para a atuação dos policiais judiciais. 

A instituição dos protocolos passa por três fases: a elaboração conjunta, a capacitação e a implementação efetiva.  “Com os protocolos temos a uniformidade dos procedimentos, o que reduz a subjetividade das ações e faz com que elas sejam mais previsíveis e alinhadas com normativos legais”.  Outra boa prática mencionada por Rodrigo Hazin foi a modernização e o aparelhamento da equipe com arsenais de menor potencial ofensivo e de defesa. 

Capacitação continuada

Jedaías é branco e grisalho. veste terno azul escuro e gravata vermelha. está de pé falando ao microfone na nave de plenário.
Jedaías Ferriara

O gestor da Polícia Judicial do TRT-RJ, Jedaías Emerson Ferreira, destacou a importância da formação, da capacitação continuada e do condicionamento físico para o fortalecimento da segurança institucional. Segundo ele, o tribunal investiu na criação de um corpo próprio de instrutores especializados em treinamentos de armamento e tiro, inteligência, contrainteligência e defesa pessoal. O projeto tem como objetivo ampliar a autonomia e a preparação técnica da equipe de segurança do tribunal.

A iniciativa também resultou na criação de um centro de treinamento e condicionamento físico para a Polícia Judicial. “Não tem como uma polícia evoluir sem que o treinamento seja uma prioridade da administração”, ressaltou Jedaías.

Integração

Felipe é calvo e usa barba curta grisalha. Veste o uniforme da PRF e usa óculos. Está de pé falando ao microfone.
Felipe Barth

O superintendente substituto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul, Felipe Barth, destacou a importância da inteligência e da integração entre diferentes órgãos públicos nas ações de segurança. Ele explicou que o trabalho da PRF vai além da fiscalização de trânsito e inclui também o combate ao crime nas rodovias, sempre com atenção à garantia dos direitos humanos nas abordagens e operações.

Entre os exemplos mencionados, falou sobre a atuação da PRF nos casos de bloqueio de rodovias. Barth afirmou que, nessas situações, a prioridade é a negociação com os envolvidos. “Foram 19 bloqueios de pistas entre maio e dezembro de 2004, após as enchentes. Seriam mais de 100 se não tivéssemos agido antes e se os órgãos não tivessem nos apoiado nessa conversa com o pessoal”. De acordo com o superintendente, todos os bloqueios foram resolvidos sem o uso de força.

Protocolo de atendimento 

Jorge é branco, de cabelo castanho curto. Está sentado em uma poltrona falando ao micforone. usa um casaco da BM.
Jorge Silva Filho

O subcomandante-geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, apresentou o protocolo para atendimento de ocorrências envolvendo pessoas em crise de saúde mental. Durante a palestra, ele destacou o aumento de 80% nos chamados diários recebidos pela Brigada Militar relacionados a esse tema, de 2024 para 2025. “Havia estudos e preparo para atender a saúde mental do efetivo interno, mas também viu-se a necessidade de atrelar outras ferramentas para atender essas ocorrências”, observou.

Segundo o coronel, o projeto foi desenvolvido para reduzir riscos e garantir mais segurança técnica, jurídica e física durante os atendimentos. A iniciativa também buscou estabelecer o uso de nomenclaturas adequadas para esse tipo de situação.

A elaboração do protocolo e do manual contou com a articulação da Secretaria de Segurança Pública, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e de integrantes da rede de atenção psicossocial. O objetivo é utilizar o material na capacitação de todo o efetivo das forças de segurança do Estado. “O impacto final na segurança pública tem sido uma atuação mais técnica, legal, padronizada e humanizada”, observou o palestrante.

 A mediação foi da diretora-geral do TRT-RS, Rejane Carvalho Donis. 

Políticas de Segurança 

Elton e MAx aparecem ao fundo, na nave do plenário. A plateia está de costas em primeiro plano.
Elton Silva e Max Brueckner

A programação da manhã de sexta-feira (29/5) iniciou com a fala do ex-secretário de Segurança do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Elton José Boulanger da Silva. Ele apresentou as políticas de segurança da instituição e destacou projetos voltados à padronização da segurança institucional nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs). 

Segundo o palestrante, a atuação da Polícia Judicial se apoia em três pilares: normas, protocolos e capacitação. “Trabalhando efetivamente nesses três pontos teremos o resultado esperado: a padronização e o fortalecimento da Polícia Judicial”, declarou.

Elton é pardo tem cabelo curto escuro. Veste terno usa óculos e fala ao microfone.
Elton Silva

Entre as iniciativas do CSJT, citou projetos para padronizar a identidade visual e as especificações técnicas das viaturas, além da unificação de procedimentos para aquisição e uso de veículos blindados. Também mencionou ações para organizar o regime de plantão e padronizar os comitês permanentes de segurança. 

Outro destaque foi o projeto de criação de manuais de referência técnica para ações, protocolos, medidas e segurança de autoridades. A iniciativa deverá contar com a participação de gestores de todos os regionais. Ao final da exposição, Elton Silva elogiou o sistema Aegis, desenvolvido pelo TRT-RS, e informou que o CSJT pretende sugerir a adoção da ferramenta em outros tribunais regionais.

A exposição foi mediada pelo juiz Max Carrion Brueckner. 

Schoucair e Lucena aparecem sentados em poltronas, ao fundo. Em primeiro plano a plateia aparece desfocada de cotas, no canto direito.
João Paulo Schoucair e João Paulo Lucena.

Modernização 

O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) João Paulo Santos Schoucair destacou os avanços na segurança institucional do Judiciário e o uso da inteligência no combate ao crime organizado.

Durante sua exposição, chamou atenção para o fortalecimento das facções criminosas no Brasil e para o impacto dessas organizações no país. “Temos que reafirmar nossa soberania e atuar isolando lideranças, impedindo o fluxo de comunicação e conhecendo o problema”, afirmou. 

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João Paulo Schoucair

Ao abordar o tema dos avanços tecnológicos, Schoucair citou a criação da plataforma nacional Sinapses, desenvolvida pelo CNJ, em 2020, para armazenar, treinar e controlar modelos de Inteligência Artificial. Também mencionou a criação da Certidão Nacional Criminal, implementada em 2025, que padronizou o documento em todo o país.

No encerramento de sua fala, o conselheiro defendeu mais investimentos e a profissionalização da segurança institucional no Judiciário. “A Polícia Judicial não pode ficar desguarnecida. O Poder Judiciário precisa ser dono do seu perímetro”, afirmou.

A medição da última palestra ficou a cargo do coordenador do Comitê de Segurança Institucional do TRT-RS, desembargador João Paulo Lucena. 

Central de Monitoramento

diversas telas aparecem na parede À esquerda. Na direita, Peixoto está de pé falando e apontado para as telas, diversas pessoas aparecem de pé no canto direito olhando para as telas.
João Luiz Peixoto apresenta a central de monitoramento. 

A progamação da manhã de sexta-feira (29/5) incluiu uma visita à Central de Monitoramento de Segurança 24 horas do TRT-RS, inaugurada em dezembro de 2025. 

A estrutura integra o monitoramento de mais de mil câmeras distribuídas pela capital e pelo interior, melhora a capacidade de acionar serviços de emergência à distância e otimiza processos de controle de acesso nas unidades. A central foi apresentada pelo secretário de segurança institucional do TRT-RS, João Luis Peixoto da Silva, e pelo policial judicial Ronaldo do Espírito Santo.

A abertura das atividades também contou com uma apresentação da Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul acompanhada pela servidora do TRT-RS e cantora Anna Paz. 

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Fonte: Texto de Guilherme Villa Verde e fotos de Guilherme Lund (Secom/TRT-RS)
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