Semana Nacional de Sustentabilidade do Judiciário é encerrada com debate sobre descarbonização e planos de contingência socioambientais
Os tribunais da Região Sul encerraram na sexta-feira (13/3), em Porto Alegre, a 2ª Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário – Região Sul, após dois dias de atividades voltadas ao debate sobre práticas de sustentabilidade, gestão de crises socioambientais e preparação institucional do Judiciário diante de eventos climáticos extremos.
O evento foi promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Comitê Regional de Sustentabilidade da Região Sul, e teve como sede o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) participou das atividades ao longo do evento com a presença do presidente, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz; da juíza auxiliar da Presidência e coordenadora do Comitê de Patrimônio, Logística e Sustentabilidade, Luciana Caringi Xavier; da diretora-geral Rejane Carvalho Donis; da coordenadora de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão, Elen Cristina Presotto; e dos servidores Cícero da Silva Ferreira, Lauren Fernanda Redin e Eliane Cristina Pereira da Silva, integrantes da Coordenadoria de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão; Ana Paula Sjoman Meister, da Assessoria de Otimização de Processos; e Laís Cristina Gross Gerhardt, da Assessoria de Promoção do Trabalho Decente e dos Direitos Humanos.
Descarbonização dos tribunais brasileiros
A programação foi concluída com a cerimônia de encerramento realizada no auditório da Escola de Magistrados e Servidores do TRF-4. Na ocasião, o conselheiro Guilherme Guimarães Feliciano, presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do CNJ, proferiu a palestra final, com o tema “A descarbonização dos tribunais brasileiros: um diagnóstico em perspectiva comparada”.
Durante a apresentação, o conselheiro destacou que a agenda ambiental tem ganhado cada vez mais centralidade nas instituições públicas e ressaltou a necessidade de que o Poder Judiciário avance em políticas voltadas à redução de impactos ambientais e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
Feliciano também anunciou que a 3ª edição da Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário está prevista para ocorrer nos dias 22 e 23 de julho de 2026, na cidade de Campinas (SP), com sede no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.
Oficina de inovação e construção de propostas
Antes da cerimônia de encerramento, os participantes realizaram uma Oficina de Inovação para Planos de Contingência Socioambientais do Poder Judiciário, voltada à elaboração colaborativa de diretrizes, ferramentas e fluxos operacionais para apoiar a preparação das instituições diante de crises ambientais.
A atividade foi organizada e conduzida em parceria pelos laboratórios de inovação dos tribunais da Região Sul, entre eles o Laboratório de Inovação do TRT-RS (Linova). Durante a oficina, os participantes trabalharam em grupos para desenvolver ideias e propostas voltadas à construção do protocolo de crise socioambiental do Poder Judiciário.
do Poder Judiciário.
As contribuições elaboradas foram posteriormente apresentadas em uma plenária de encaminhamentos, momento destinado à sistematização e validação das propostas que poderão subsidiar a elaboração de planos de contingência e estratégias institucionais de resposta a desastres ambientais.
Visita técnica ao Guaíba e Delta do Jacuí
A programação do segundo dia do evento também incluiu uma visita técnica ao Rio Guaíba e ao Delta do Jacuí, em Porto Alegre. A atividade foi realizada a bordo da embarcação Porto Alegre 10 e reuniu cerca de 80 participantes, entre magistrados(as), servidores(as) e integrantes de outros órgãos do Sistema de Justiça.
Durante o percurso, representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul e da gestão do Parque Estadual Delta do Jacuí apresentaram exposições técnicas sobre as causas e as consequências das enchentes que atingiram o Estado em maio de 2024. A atividade permitiu aos participantes observar de perto os impactos do desastre climático na região e compreender os desafios relacionados à recuperação das áreas afetadas.
Segundo o conselheiro Guilherme Guimarães Feliciano, a atividade buscou proporcionar uma experiência concreta sobre os desafios ambientais enfrentados pelo Rio Grande do Sul. “A visita técnica tem objetivo nos fazer compreender como se deu a tragédia de 2024 que afetou tão gravemente o povo gaúcho e para que nós tenhamos uma perspectiva mais clara do que pode ser feito e como se caminhar para que isso cada vez mais se converta em consciência ambiental”, afirmou.
Realizada entre os dias 12 e 13 de março, a segunda edição do encontro reuniu representantes de 11 tribunais da Região Sul, além de membros de instituições públicas, especialistas e profissionais ligados à área ambiental. Ao longo da programação, foram debatidos temas como transição energética, gestão de crises socioambientais, construção de protocolos institucionais de resposta a desastres e fortalecimento das políticas de sustentabilidade no Judiciário. A programação também incluiu audiência pública, palestras e atividades voltadas à construção de soluções práticas para ampliar a resiliência institucional diante dos desafios ambientais contemporâneos.

