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Publicada em: 05/03/2026 16:27. Atualizada em: 05/03/2026 16:28.

Órgãos do sistema de Justiça do RS criam rede de enfrentamento à violência contra a mulher

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A foto mostra várias autoridades posando para foto com termo de cooperação sendo mostrado.
Autoridades que assinaram o termo de cooperação.

Representantes de diversos órgãos do sistema de Justiça assinaram, nesta quinta-feira (5/3), na sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em Porto Alegre, um termo de cooperação interinstitucional para atuação conjunta no enfrentamento à violência de gênero contra mulheres e meninas. A iniciativa é liderada pelo MP-RS e reúne instituições do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da advocacia.

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) é uma das instituições signatárias do acordo. Participaram do ato o presidente do Tribunal, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, e a ouvidora da Mulher e das Ações Afirmativas do TRT-RS, desembargadora Carmen Izabel Centena Gonzalez.

A reunião foi aberta pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Sikinowski Saltz, e contou com manifestações dos representantes das instituições participantes.

Foto do desembargador alexandre discursando.
Desembargador Alexandre Corrêa da Cruz.

Ações conjuntas

O termo cria a Rede do Sistema de Justiça para o Enfrentamento à Violência contra a Mulher (RedesJus), grupo de trabalho que terá a função de articular ações conjuntas entre os órgãos signatários. Entre as iniciativas previstas estão campanhas de conscientização, atividades de formação e capacitação com perspectiva de gênero para integrantes do sistema de Justiça, além da troca de informações e experiências entre as instituições.

Engajamento da Justiça do Trabalho

O presidente do TRT-RS destacou a importância da atuação conjunta no enfrentamento à violência contra as mulheres e ressaltou iniciativas já existentes no âmbito da Justiça do Trabalho.

A foto mostra a desembargadora Carmen em primeiro plano.
Desembargadora Carmen Izabel Centena Gonzalez

“A Justiça do Trabalho tem um comitê que trata da equidade de gênero em nosso Tribunal, e estamos aqui somando esforços nesta iniciativa. Somos pioneiros no país. A ideia é mostrar que a Justiça do Trabalho está junto nessa luta”, afirmou o desembargador Alexandre, ao reforçar que a atuação articulada entre as instituições fortalece as políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

Articulação institucional

A desembargadora Carmen também destacou a importância da articulação entre as instituições para fortalecer as ações de enfrentamento à violência de gênero.

“A criação dessa rede fortalece a atuação integrada das instituições do sistema de Justiça no enfrentamento à violência contra a mulher. A partir da articulação entre os órgãos, ampliamos as possibilidades de prevenção, acolhimento e conscientização, além de reforçar o compromisso institucional com a promoção da igualdade de gênero e a proteção dos direitos das mulheres”, afirmou a magistrada.

Planejamento de atividades

Assinatura do termo de cooperação pelo desembargador Alexandre.
Assinatura do termo de cooperação pelo presidente do TRT-RS.

A rede também prevê a realização de reuniões periódicas entre os representantes das instituições para discutir ações em andamento e planejar novas iniciativas de enfrentamento à violência de gênero. Outro objetivo é promover atividades educativas e ações sociais voltadas à conscientização da sociedade e à formação continuada de integrantes do sistema de Justiça.

Vítimas de catástrofes climáticas

O acordo também menciona a necessidade de atenção especial às mulheres e meninas atingidas pela catástrofe climática que afetou o Rio Grande do Sul em maio de 2024, reconhecendo que situações de vulnerabilidade podem ampliar os riscos de violência.

O termo de cooperação tem vigência inicial de cinco anos e não prevê transferência de recursos financeiros entre os participantes. As ações serão desenvolvidas de forma colaborativa, com base nas estruturas já existentes em cada órgão.

Feminicídios

A foto mostra mesa de autoridades.
Cerimônia de assinatura do termo ocorreu no MP-RS.

No Rio Grande do Sul, 444 mulheres foram vítimas de feminicídio entre 2021 e 2025, segundo o estudo Retrato dos Feminicídios, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) na quarta-feira (4/3). O levantamento aponta que o Estado concentrou 38,8% dos casos registrados na região no período. A pesquisa também indica que, na maioria das ocorrências, o agressor é parceiro ou ex-parceiro da vítima. Somente em 2026, até o início de março, o Estado já registrava 20 feminicídios, de acordo com dados divulgados pela imprensa com base em registros oficiais de segurança pública.

Confira aqui a íntegra do termo de cooperação.Abre em nova aba

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Fonte: Eduardo Matos (Secom/TRT-RS)
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