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24/05/2022 10:49

“Campanha Contra a Pobreza Menstrual” é lançada pelo TRT-4. Colabore!

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Anita de Jesus, Rejane Donis, Mariana Lerina, Gabriela Lenz, Des. Francisco Rossal, Garolina Gralha, Natacha Oliveira, Julieta Pinheiro.
Gabriela Lenz, Alessandra Pereira, Julieta Pinheiro, Carolina Gralha, Natacha Oliveira, Anita Cristina, Mariana Lerina.
Caixa de doações.
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pobreza cartaz brazco.jpegO Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) lançou, nesta segunda-feira (14/3), a “Campanha Contra a Pobreza Menstrual”, em parceria com a iniciativa “Livre para Aprender”, da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul. O objetivo é arrecadar itens de higiene menstrual que serão doados às meninas e meninos trans em situação de vulnerabilidade nas escolas.

A iniciativa também pretende trazer visibilidade ao tema e conscientizar a sociedade sobre o direito à dignidade menstrual. Na solenidade de abertura da campanha, estavam presentes o presidente do TRT-4, desembargador Francisco Rossal de Araújo, a diretora-geral, Natacha Moraes de Oliveira, a secretária-geral da Presidência, Rejane Carvalho Donis, e as juízas Mariana Lerina, Carolina Gralha, Julieta Pinheiro e Gabriela Lenz de Lacerda. 


Pontos de arrecadação:

Porto Alegre:
  • Prédio-sede do Tribunal - nas entradas da Rua Marcílio Dias, 446 e da Av. Praia de Belas, 1100;
  • Andar térreo do Foro Trabalhista de Porto Alegre - Av. Praia de Belas, 1432.

Interior:
As unidades que tiverem interesse em aderir à campanha poderão solicitar o material de divulgação à Secretaria de Comunicação.


Serão aceitas, ainda, doações pelo PIX da Amatra (chave 51 981861588 - Sicredi). Não há valor mínimo para as contribuições e qualquer auxílio é importante. O valor  reunido será utilizado na aquisição de absorventes que também serão doados. 

Conscientização


Pobreza menstrual é considerada a falta de acesso a recursos e infraestrutura para manter uma boa higiene no período da menstruação. Ela não se limita à insuficiência econômica para a aquisição de absorventes, coletores ou calcinhas menstruais, mas também abrange a inexistência de condições básicas de higiene como saneamento e acesso à água, banheiros e sabonetes nas escolas e em casa. Além disso, a pobreza menstrual envolve a falta de conhecimento a respeito da menstruação, um acontecimento natural que ainda é considerado um tabu por grande parte da sociedade. 


O direito à higiene menstrual está relacionado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, contemplando Saúde e Bem-Estar, bem como a Igualdade de Gênero (ODS nº 3 e 5). Entretanto, de acordo com estudo elaborado em 2021 pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 713 mil adolescentes vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio. Além disso, faltam a mais de 4 milhões de meninas e meninos trans itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas. O relatório mostra ainda que meninas brasileiras também estão sob situação de grande vulnerabilidade envolvendo outros serviços básicos essenciais para garantir a dignidade menstrual: 900 mil não têm acesso à água canalizada em seus domicílios e 6,5 milhões vivem em casas sem ligação à rede de esgoto.


Segundo estimativa da ONU, uma em cada 10 meninas faltam à escola durante a menstruação. No Brasil, o número aumenta para uma em cada quatro. A falta de acesso a absorventes apropriados e a utilização de substitutos como tecidos, papel e até miolo de pão pode causar infecções no trato urinário, nos rins e até lesões nos órgãos reprodutores femininos. 



É uma mulher com a pela clara, olhos e cabelos castanhos. Ela veste uma blusa de mangas cavadas preta e usa um colar de contas vermelhas..png
 Gabriela Lenz de Lacerda
“A necessidade de campanhas de solidariedade contra a pobreza menstrual demonstra um imenso déficit de políticas públicas voltadas à garantia da equidade de gênero, o que torna a trajetória de meninas e de mulheres bem mais difícil e penosa", afirma a juíza Gabriela Lenz de Lacerda, coordenadora do Comitê Gestor de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TRT-4. A magistrada também cita o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual (Lei 14.214/21), que prevê a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda e mulheres em situação de rua, como um importante avanço para permitir uma vida minimamente digna a pessoas que menstruam. "Ainda temos, contudo, um longo caminho a trilhar até que tais itens de higiene sejam, de fato, acessíveis à população, o que torna tão importante o engajamento de todes na campanha contra a pobreza menstrual do TRT4”, conclui. 


carolina Hosthin Gralha.jpg
Carolina Hostyn Gralha


Segundo a juíza Carolina Gralha, juíza auxiliar do Juízo Auxiliar de Precatórios (JAP), “pobreza menstrual deve ser encarada como um problema de saúde pública. Real, paupável e visível é o sofrimento e a angústia que muitas meninas e meninos trans deste país sofrem por não terem o mínimo necessário para manter sua higiene íntima. Buscamos contribuir, por meio desta campanha, não apenas a arrecadação dos itens, que já ajudarão enormemente, mas também para a informação, para o debate e a conscientização de um assunto tão velado e que afasta da escola tantos adolescentes em situação de vulnerabilidade, aumentando ainda mais a desigualdade. Dignidade é o que buscamos”.






Alessandra é uma mulher de pele bem clara, olhos castanhos e cabelos curtos e levemente avermelhados.
Alessandra Pereira de Andrade


Na mesma linha da necessidade de ações políticas para promoção da dignidade menstrual, a secretária de Políticas Sociais do Sintrajufe (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União), Alessandra Pereira de Andrade, manifesta-se no sentido de que o sindicato “mais uma vez integra essa parceria pois entende a existência de necessidade fundamental e imediata de meninas e mulheres, para uma participação digna no ambiente escolar e nas suas vidas". Ela lembra, contudo, que esta deve ser uma responsabilidade dos governos.










Para atingir essa meta, a “Campanha Contra a Pobreza Menstrual” precisa da sua ajuda. Venha fazer parte dessa corrente do bem!


Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Esta notícia está relacionada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nºs 3 e 5 da Agenda 2030 da ONU.

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Fonte: Bárbara Frank (Secom/TRT-RS).
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