Publicada em: 29/08/2007 00:00. Atualizada em: 29/08/2007 00:00.
Paquetá arremata marca e prédio da Ortopé
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Início do corpo da notícia.
Uma das marcas de calçados infantis mais tradicionais do Brasil trocou de dono. A Paquetá arrematou ontem, por R$ 18.854.900,13, todos os ativos da Ortopé, em parceria com a 3R do Brasil. A operação garante que a marca, criada há 54 anos, continuará no mercado.
Foi necessário apenas dez minutos de leilão, iniciado às 14h30min, para que a marca e o prédio localizado no município de São Francisco de Paula passassem da Ortopé para a empresa Paquetá Bahia, do Grupo Paquetá. No mesmo lance, os equipamentos e automóveis foram adquiridos pela 3R do Brasil, empresa especializada na recuperação e comercialização de máquinas para a indústria calçadista. O gerente-comercial da 3R do Brasil, Antonio Carlos Lopes, estima que a posse dos bens se dará antes do informado pelo juiz, que estipulou o prazo para a segunda quinzena de setembro. O leilão foi comandado pelo leiloeiro Rubem Garcia e os bens foram vendidos em um único lote e no estado em que se encontravam. De acordo com Garcia, havia empresários e representantes de empresas dos municípios de Birigüi e São Paulo, do estado de São Paulo, assim como de Belo Horizonte, de Minas Gerais. A negociação também foi acompanhada de perto por trabalhadores que aguardam o pagamento de débitos trabalhistas. No total, cerca de 300 pessoas assistiram ao leilão, mas apenas a parceria Paquetá e 3R do Brasil efetivou um lance. A marca tinha o preço mínimo fixado em R$ 15 milhões.
Localizado em um terreno de 138 mil metros quadrados, o prédio, com 13.627 metros quadrados, estava estimado em um preço inicial de R$ 5,711 milhões, mas foi comprado abaixo do valor, assim como o maquinário e bens móveis, adquiridos por 60% do valor estimado, o que é permitido por lei, por serem resultado de uma reclamatória trabalhista. O valor total do cheque será depositado em conta à disposição do juiz da 2ª Vara de Gramado, que determinou o leilão. O leilão é o resultado indireto de uma Ação Civil Pública com pedido de liminar na 2ª Vara do Trabalho de Gramado contra o grupo econômico da Ortopé (seis empresas e 16 sócios), que pedia o afastamento dos administradores, a intervenção judicial em todas as empresas, a desconsideração da personalidade jurídica e a responsabilização solidária de todas as pessoas físicas e jurídicas responsáveis pelo empreendimento. O pedido de intervenção foi motivado pelo expressivo contingente de execuções e demandas trabalhistas perante a Justiça do Trabalho de Gramado, cujas execuções foram organizadas como forma de garantir os pagamentos. O passivo estimado era de R$ 10 milhões, constituídos por verbas rescisórias, salários devidos, FGTS e contribuições previdenciárias não-recolhidos. Já a perícia contábil definida em juízo ficou em R$ 12 milhões. Atualmente, os produtos da Ortopé são fabricados pela Sugar Shoes, que paga licença pelo nome. Mas, na semana passada, o Juiz de Direito de São Francisco de Paula notificou a empresa Sugar Shoes para que assine contrato de licença e uso da marca Ortopé com o senhor Ademir Miguel Correa, depositário judicial da mesma nos autos de execução fiscal do Estado, sob pena de ser impedida de comercializar qualquer produto com a marca.
Como, por outro lado, o Juiz da 2º Vara do Trabalho de Gramado determinou que a Sugar Shoes depositasse à disposição daquele juízo todos os valores devidos pelo uso da marca Ortopé, os administradores da Sugar Shoes aguardam uma definição da Justiça. Mesmo com os problemas jurídicos, a empresa estava investindo em inovação, apostando na revitalização da marca. Durante a Francal, que ocorreu em julho, em São Paulo, a empresa lançou a linha Ergonpé, com calçados de características ergonômicas. A Schaus Licenciamento e Marcas possui o licenciamento da marca Ortopé efetuado junto ao INPI. Agora, a empresa terá que discutir com a Paquetá o futuro do licenciamento.
Foi necessário apenas dez minutos de leilão, iniciado às 14h30min, para que a marca e o prédio localizado no município de São Francisco de Paula passassem da Ortopé para a empresa Paquetá Bahia, do Grupo Paquetá. No mesmo lance, os equipamentos e automóveis foram adquiridos pela 3R do Brasil, empresa especializada na recuperação e comercialização de máquinas para a indústria calçadista. O gerente-comercial da 3R do Brasil, Antonio Carlos Lopes, estima que a posse dos bens se dará antes do informado pelo juiz, que estipulou o prazo para a segunda quinzena de setembro. O leilão foi comandado pelo leiloeiro Rubem Garcia e os bens foram vendidos em um único lote e no estado em que se encontravam. De acordo com Garcia, havia empresários e representantes de empresas dos municípios de Birigüi e São Paulo, do estado de São Paulo, assim como de Belo Horizonte, de Minas Gerais. A negociação também foi acompanhada de perto por trabalhadores que aguardam o pagamento de débitos trabalhistas. No total, cerca de 300 pessoas assistiram ao leilão, mas apenas a parceria Paquetá e 3R do Brasil efetivou um lance. A marca tinha o preço mínimo fixado em R$ 15 milhões.
Localizado em um terreno de 138 mil metros quadrados, o prédio, com 13.627 metros quadrados, estava estimado em um preço inicial de R$ 5,711 milhões, mas foi comprado abaixo do valor, assim como o maquinário e bens móveis, adquiridos por 60% do valor estimado, o que é permitido por lei, por serem resultado de uma reclamatória trabalhista. O valor total do cheque será depositado em conta à disposição do juiz da 2ª Vara de Gramado, que determinou o leilão. O leilão é o resultado indireto de uma Ação Civil Pública com pedido de liminar na 2ª Vara do Trabalho de Gramado contra o grupo econômico da Ortopé (seis empresas e 16 sócios), que pedia o afastamento dos administradores, a intervenção judicial em todas as empresas, a desconsideração da personalidade jurídica e a responsabilização solidária de todas as pessoas físicas e jurídicas responsáveis pelo empreendimento. O pedido de intervenção foi motivado pelo expressivo contingente de execuções e demandas trabalhistas perante a Justiça do Trabalho de Gramado, cujas execuções foram organizadas como forma de garantir os pagamentos. O passivo estimado era de R$ 10 milhões, constituídos por verbas rescisórias, salários devidos, FGTS e contribuições previdenciárias não-recolhidos. Já a perícia contábil definida em juízo ficou em R$ 12 milhões. Atualmente, os produtos da Ortopé são fabricados pela Sugar Shoes, que paga licença pelo nome. Mas, na semana passada, o Juiz de Direito de São Francisco de Paula notificou a empresa Sugar Shoes para que assine contrato de licença e uso da marca Ortopé com o senhor Ademir Miguel Correa, depositário judicial da mesma nos autos de execução fiscal do Estado, sob pena de ser impedida de comercializar qualquer produto com a marca.
Como, por outro lado, o Juiz da 2º Vara do Trabalho de Gramado determinou que a Sugar Shoes depositasse à disposição daquele juízo todos os valores devidos pelo uso da marca Ortopé, os administradores da Sugar Shoes aguardam uma definição da Justiça. Mesmo com os problemas jurídicos, a empresa estava investindo em inovação, apostando na revitalização da marca. Durante a Francal, que ocorreu em julho, em São Paulo, a empresa lançou a linha Ergonpé, com calçados de características ergonômicas. A Schaus Licenciamento e Marcas possui o licenciamento da marca Ortopé efetuado junto ao INPI. Agora, a empresa terá que discutir com a Paquetá o futuro do licenciamento.
Fim do corpo da notícia.
Fonte: Jornal do Comércio, Economia
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