A escravidão foi proibida no Brasil há mais de 100 anos, mas ainda existem pessoas trabalhando em condições equiparadas à de escravo(a) no Brasil.
Entre 2003 e 2018, cerca de 45 mil trabalhadores foram resgatados em operações realizadas pelo Ministério do Trabalho, Polícia Federal e Ministério Público do Trabalho. Já foram encontrados casos de trabalho escravo em 18 Estados, envolvendo condições humilhantes que violam a dignidade das pessoas.
Como identificar o trabalho escravo:
- Promessas falsas: O(A) trabalhador(a) é enganado(a) por uma pessoa atravessadora (conhecida como “gato”) que faz promessas de bons salários.
- Lugar isolado: O trabalho acontece em fazendas longe de tudo ou escondido, mesmo dentro das cidades.
- Vigilância e violência: Há vigias armados, ameaças, surras e proibição de sair do local.
- Dívidas que nunca acabam: Cobram caro por comida, roupa e transporte para que o(a) trabalhador(a) nunca consiga pagar o que “deve”.
- Documentos presos: O(A) patrão(oa) esconde a Carteira de Trabalho ou o RG da pessoa.
- Sem dignidade: Falta de pagamento, jornadas sem descanso e locais sujos para dormir.
Denuncie! Escravidão é crime com pena de 2 a 8 anos de prisão.
Se você souber de alguém passando por isso, denuncie:
- Ligue 100 (Disque Direitos Humanos).
- Procure o Ministério do Trabalho ou a Polícia Federal.