TRT-RS inaugura Painel de Pessoas em homenagem à trajetória coletiva da instituição
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) inaugurou, na sexta-feira (8/5), o Painel de Pessoas, uma homenagem a quem ajuda a construir, diariamente, a história da Justiça do Trabalho gaúcha.
A cerimônia foi realizada no saguão do Prédio-Sede do Tribunal, em Porto Alegre, e integrou as comemorações pelos 85 anos da Justiça do Trabalho, celebrados em 1º de maio.
A obra é um mosaico artístico composto por 1.376 retratos de magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), trabalhadores(as) em regime de terceirização e alunos(as) e educadores(as) do Projeto Pescar.
O painel simboliza a contribuição coletiva de todas as pessoas que fazem parte da instituição e destaca que cada trajetória é essencial para a construção da Justiça do Trabalho.
A iniciativa foi idealizada pelo presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz. Todas as fotografias foram incluídas mediante autorização prévia, por meio de termo de consentimento.
O descerramento da placa e da fita inaugural foi realizado pelo presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz; pela diretora da Escola Judicial (EJud4), desembargadora Maria Silvana Rotta Tedesco; pela corregedora regional, desembargadora Maria Madalena Telesca; pela diretora-geral, Rejane Carvalho Donis; pela secretária-geral da Presidência, Enilda Souza de Andrade; pela estagiária da Secretaria de Comunicação Social Priscilla Machado Soares; e pela trabalhadora mediante terceirização Edilene Machado da Silva Flores.
O presidente Alexandre Corrêa da Cruz afirmou que a Justiça do Trabalho “nunca foi somente prédio”, mas uma instituição construída por “esforço, suor, lágrimas, criatividade, potência e esperança humana”.
Em discurso marcado pela defesa da dignidade do trabalho, o magistrado ressaltou que o painel representa o reconhecimento de todas as pessoas que fazem o Tribunal funcionar diariamente.
“Neste painel, não há hierarquia. O rosto do desembargador está ao lado do rosto do carregador. O rosto da juíza está ao lado do rosto da servidora”, declarou. Também afirmou que “a Justiça do Trabalho existe para proteger a dignidade humana” e que seria “uma contradição imperdoável” não reconhecer, dentro da própria instituição, “a dignidade de cada pessoa que faz parte deste Tribunal”.
Representando os(as) trabalhadores(as) que atuam mediante terceirização, Edilene Machado da Silva Flores declarou que recebeu o convite com emoção e definiu sua trajetória no TRT-RS como “uma história de dignidade, de aprendizado e de afeto”.
Ela destacou o papel desempenhado pelas pessoas que atuam nos bastidores da instituição e que muitas vezes passam despercebidas. “Um Tribunal não é feito apenas de processos. Ele é feito, antes de tudo, pelas mãos, pelas pessoas que trabalham aqui”, afirmou. Edilene também ressaltou a importância de ver trabalhadoras em regime de terceirização representadas no mural: “Eu acho muito significativo que, nos 85 anos dessa instituição, exista um mural falando sobre as pessoas. E melhor ainda, de me ver e ver minhas colegas nele”, declarou.
Em nome dos(as) servidores(as) do Tribunal, a secretária-geral da Presidência, Enilda Souza de Andrade, ressaltou que o painel evidencia o caráter humano da instituição em um contexto cada vez mais marcado por “metas, números e algoritmos”. Segundo ela, a obra permite perceber, “com um só olhar”, a dedicação coletiva que sustenta o funcionamento da Justiça do Trabalho. “As instituições são feitas por pessoas”, afirmou.
Enilda também destacou que os rostos retratados remetem “às vivências, tristezas, alegrias e aos desafios que cada um de nós enfrenta para que, enfim, a Justiça do Trabalho possa cumprir seu papel como uma justiça verdadeiramente social”.
Representando os(as) estagiários(as), Priscilla Machado Soares destacou o acolhimento recebido durante sua trajetória no Tribunal e afirmou que deixará a instituição “muito feliz” e “com muito orgulho” pela experiência vivida. Ela relatou que, ao ingressar no TRT-RS, tinha receio de encontrar um ambiente “mais fechado, sério, formal”, mas foi “muito surpreendida positivamente” pela receptividade das pessoas. Para a estudante, o painel valoriza quem constrói diariamente a instituição.
“Quem constrói esse lugar também merece ser visto”, afirmou. Priscilla também agradeceu pela convivência e aprendizado proporcionados durante o estágio: “O que realmente fica, o que acaba nos formando, são as pessoas com quem a gente divide esse tempo”.


