TRT-RS apresenta experiência do Projeto Pescar em reunião do Coleprecor
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) apresentou a experiência com o Projeto Pescar, iniciativa desenvolvida no âmbito da Comunidade Jurídico-Trabalhista, formada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-RS), pela Ordem dos Advogados do Brasil/RS, pela Fundação Projeto Pescar, pela Escola Superior de Advocacia, pela Caixa de Assistência aos Advogados e pela Superintendência Regional do Trabalho/RS.
A apresentação foi realizada na terceira reunião de 2026 do Colégio de Presidentes(as) e Corregedores(as) dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), que acontece nos dias 22 e 23 de abril. A participação foi conduzida pelo presidente, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, e contou também com a contribuição da servidora Anita Cristina de Jesus, assessora de promoção do trabalho decente.
A corregedora do TRT-RS, desembargadora Maria Madalena Telesca, também participa do encontro, que reúne dirigentes da Justiça do Trabalho de todo o país para debater temas estratégicos da atuação institucional.
O Projeto Pescar é uma iniciativa desenvolvida desde 2017 no âmbito da Comunidade Jurídico-Trabalhista. O programa promove a formação de jovens entre 16 e 19 anos em situação de vulnerabilidade social, aliando qualificação profissional, desenvolvimento humano e acompanhamento contínuo.
Na apresentação, o presidente Alexandre Corrêa da Cruz ressaltou o caráter transformador da iniciativa e o engajamento institucional que sustenta o projeto. Segundo ele, a proposta vai além do cumprimento da legislação de aprendizagem, ao buscar uma formação integral dos participantes.
A servidora Anita Cristina de Jesus detalhou a metodologia adotada, que combina formação teórica e prática com temas como ética, cidadania, saúde mental, educação financeira e direitos humanos. Ela enfatizou que o projeto não enxerga o jovem apenas como aprendiz, mas como uma pessoa em desenvolvimento que necessita de suporte emocional, destacando o cuidado integral como um dos pilares da iniciativa.
O programa inclui, ainda, visitas domiciliares antes do início das atividades, com o objetivo de compreender o contexto socioeconômico dos jovens e envolver as famílias no processo formativo. As aulas são ministradas por voluntários, entre magistrados, servidores, procuradores e advogados, e ocorrem em parceria com instituições como a Escola Superior de Advocacia.
Com carga horária superior a 960 horas, o curso abrange tanto conteúdos técnicos, como rotinas administrativas e uso do Processo Judicial Eletrônico (PJe), quanto competências socioemocionais. A experiência prática é complementada por vivências no ambiente do Tribunal e por acompanhamento dos jovens após a conclusão, com foco na inserção no mercado de trabalho.
Outro diferencial destacado foi o impacto coletivo da iniciativa, que aproxima os jovens do Poder Judiciário e reforça o papel da instituição como agente de transformação social. Desde sua criação, o projeto já beneficiou centenas de participantes, promovendo inclusão e ampliando oportunidades.
Além da apresentação do TRT-RS, o painel contou com exposições de outros regionais sobre programas de aprendizagem, abordando diferentes enfoques, como inclusão de pessoas com deficiência, jovens em cumprimento de medidas socioeducativas e ações de acolhimento individualizado, bem como práticas voltadas à formação cidadã, justiça restaurativa e comunicação não violenta.


