TRT-RS participa do Congresso Internacional de Justiça Restaurativa, na Paraíba
O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS), desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, participa do Congresso Internacional de Justiça Restaurativa, realizado de 25 a 27 de fevereiro, em João Pessoa, na Paraíba.
O evento reúne autoridades do sistema de Justiça brasileiro e especialistas nacionais e internacionais para debater o fortalecimento da Justiça Restaurativa como política pública.
Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), o encontro marca o encerramento do ciclo 2024–2025 do Comitê Gestor de Justiça Restaurativa do CNJ.
Pelo TRT-RS, também participam do congresso a juíza auxiliar da Presidência Luciana Caringi Xavier e a servidora e psicóloga Caroline de Oliveira Bertolino. Na foto ao lado, também está a servidora do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e assistente social Irene Martinez.
A programação inclui palestras, painéis e debates sobre formação e capacitação, indicadores de monitoramento e aperfeiçoamento normativo na Justiça Restaurativa.
O que é Justiça Restaurativa
A Justiça Restaurativa é uma abordagem de tratamento de conflitos que busca promover o diálogo e a responsabilização de forma participativa, envolvendo todas partes, e, quando pertinente, a comunidade, com o objetivo de reparar danos e restaurar relações afetadas. No Brasil, é reconhecida como política pública do Poder Judiciário pela Resolução nº 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que a define como um conjunto ordenado de princípios, métodos e técnicas voltados à solução consensual de conflitos, com foco na construção de soluções que atendam às necessidades das partes e fortaleçam a cultura de paz. Inspirada em experiências internacionais e difundida por organismos como a Organização das Nações Unidas (ONU), a prática prioriza a escuta qualificada, o reconhecimento de responsabilidades e a reparação dos impactos causados pelo conflito, complementando o modelo tradicional de Justiça.
Programação:
25/02 (quarta-feira)
19h – Abertura
Boas-vindas institucionais e saudação das autoridades
Mesa de Abertura: Ministro Vieira de Mello, presidente do TST
Palestra inaugural: “A Justiça Restaurativa e a Transformação das Instituições”
26/02 (quinta-feira)
8h30 – Credenciamento
9h – Palestra Magna
“La Justicia restaurativa. Una nueva manera de entender la Justicia”
Palestrante: Professor Raul Calvo Soler
(Com tradução simultânea do espanhol)
9h45 – Palestra
“Justiça Restaurativa Estrutural”
Palestrante: Professora Mayara Carvalho
10h45 – Intervalo
11h – Painel 2: Pena justa
Palestrantes: Andrea Brito e Luis Geraldo Sant’Anna Lanfredi
14h – Painel 3: Formação e Educação
Apresentações dos GTs de Formação e Capacitação e Educação
Palestrantes: Egberto Penido e Roberto Bacelar
15h – Painel 4: Novo Mapeamento da JU, TPU e Indicadores
Apresentação de propostas de monitoramento e avaliação
Palestrantes: Haroldo Rigo e Alexandre Takashima
16h20 – Painel 5: Justiça Restaurativa, Raça, Gênero e Interseccionalidades
Palestrantes: Solange Reimberg e Decildo Ferreira Lopes
17h – Painel 6: Aperfeiçoamento Normativo
Discussão sobre a Resolução CNJ nº 225/2016 e o Plano Pedagógico Mínimo Orientador
Palestrante: Marcelo Salmaso
18h – Encerramento do dia
Lançamento da Revista Emeron
27/02 (sexta-feira)
9h – Palestra
Projetos e ações do TJPB e TRE-PB
Palestrante: Desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho
10h – Palestra de Encerramento
“Cultura Restaurativa e Transformação Institucional”
Palestrante: Fania Davis
(Com tradução simultânea do inglês)
11h – Sessão Solene de Encerramento
Ministro Reynaldo Soares


