Administração do TRT-RS participa de reunião do Conselho de Relações de Trabalho da Fiergs
A Administração do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) participou, nesta quinta-feira (22/1), da primeira reunião de 2026 do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab) da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). No encontro, foram apresentados os objetivos da gestão do TRT-RS e debatidos temas relacionados ao mundo do trabalho.
Estiveram presentes o presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz; o vice-presidente institucional e de atuação em demandas coletivas, desembargador Cláudio Antônio Cassou Barbosa; o vice-presidente jurisdicional, desembargador Fernando Luiz de Moura Cassal; e a corregedora regional, desembargadora Maria Madalena Telesca. A comitiva foi recebida pelo presidente da Fiergs, Claudio Bier, e pelo coordenador do Contrab, Guilherme Scozziero Neto, além de conselheiros do colegiado.
Diálogo institucional
Na abertura da reunião, Claudio Bier destacou a importância do diálogo entre a Fiergs e a Justiça do Trabalho. “Temos um histórico muito positivo de relacionamento com o Tribunal, baseado no respeito e na busca conjunta de soluções que tragam desenvolvimento econômico e justiça social”, afirmou. Ela acrescentou que, entre as metas prioritárias da Fiergs, estão a educação e a formação profissional de qualidade. “Cuidar de quem constroi a indústria todos os dias é um imperativo”, declarou.
Solução consensual
O presidente do TRT-RS ressaltou a importância das mediações para a resolução dos conflitos trabalhistas, afirmando que elas evitam numerosos processos e asseguram resultados mais rápidos e efetivos. Ele informou que, entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024 foram firmados mais de 296 mil acordos no TRT-RS. Em 2025, as sessões de mediação do Tribunal terminaram em acordo em 76,5% dos casos. “De cada quatro pedidos, três foram solucionados pelo consenso. Isso é muito importante, traz uma cultura do diálogo”, destacou.
Alexandre Cruz também defendeu o aprofundamento da interlocução da Justiça do Trabalho com todos os setores da sociedade civil. “A parceria com outras entidades é imprescindível para, por exemplo, promover o trabalho decente, combater o trabalho escravo contemporâneo, e aprimorar os protocolos de julgamento”, declarou.
Negociação coletiva
O vice-presidente institucional e de atuação em demandas coletivas, Cláudio Cassou, destacou que a mediação deve ser vista como espaço de diálogo e não de confronto. “Temos um desafio pela frente, que é o de manter esse trabalho que tem sido desenvolvido pelo Tribunal de forma muito qualificada e competente”, observou. Ele afirmou que está à disposição de sindicatos, empresas, entidades, advogados e partes para atuar na solução de conflitos coletivos. Além disso, mencionou o trabalho desenvolvido pelos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs) do TRT-RS, unidades especializadas em audiências de conciliação.
Centros de conciliação
A corregedora regional Maria Madalena Telesca informou que a Administração do TRT-RS pretende ampliar o número de Cejuscs e, na medida do possível, buscar a atuação regional dessas unidades. Atualmente, a Justiça do Trabalho gaúcha conta com sete Cejuscs de primeiro grau (Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e Bento Gonçalves) e um de segundo grau. “Nossa experiência mostra que os Cejuscs atingem um alto volume de conciliações. Contamos com equipes qualificadas”, afirmou.
Busca de soluções
O vice-presidente jurisdicional Fernando Cassal também colocou o Tribunal à disposição das entidades e reforçou a mediação como o caminho ideal para a solução de conflitos entre trabalhadores e empregadores .“Temos que estabelecer essa relação saudável, institucional, para que possamos encontrar sempre as melhores soluções”, declarou.
Qualificação profissional
O coordenador do Contrab, Guilherme Scozziero Neto, reforçou que a Fiergs está sempre à disposição para o diálogo. Ele ressaltou a importância da formação profissional qualificada e da inserção dos jovens no mercado de trabalho, destacando a atuação do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Além disso, também defendeu a relevância das mediações na Justiça do Trabalho. “ A Fiergs sempre defendeu e segue defendendo a negociação coletiva”, afirmou.
Guilherme Scozziero e Fernando Cassal.


