Polícias Judiciais e Forças de Segurança se reúnem em encontro inédito no TRT-RS
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) sediou, nessa quinta-feira (27), o 1º Encontro de Integração das Forças de Segurança Institucional do Poder Judiciário e das Forças de Segurança Pública com atuação em Porto Alegre. As atividades ocorreram no Auditório Ruy Cirne Lima, no Foro Trabalhista da Capital.
O evento inédito reuniu as Polícias Judiciais dos cinco Tribunais gaúchos – TRT-RS, Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Federal da 4º Região, Tribunal Regional Eleitoral e Tribunal de Justiça Militar – e agentes das Polícias Militar, Civil, Federal, Penal e Rodoviária Federal, da Guarda Municipal, das três Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
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O Conselho Nacional de Justiça também esteve presente, representado pela diretora do Departamento Nacional de Polícia Judicial, Fernanda Portella Sampaio. A agente ministrou a palestra de abertura, sobre a Política Nacional de Segurança Institucional e o Papel da Polícia Judicial.
O encontro teve o objetivo de reforçar a integração entre as polícias judiciais e as forças de segurança, que atuam conjuntamente em contextos de crise (como foi necessário na enchente de 2024) e no dia a dia, protegendo o patrimônio das instituições, juízes, servidores e demais pessoas que circulam nos prédios da Justiça.
Conforme o coordenador do Comitê de Segurança Institucional do TRT-RS, desembargador João Paulo Lucena, as Polícias Judiciais dos Tribunais e as Forças de Segurança têm inúmeros pontos de cooperação. Elas se ajudam na realização de cursos, treinamentos e provas de aptidão física de agentes, na doação de bens de uma para outra, trocam informações de inteligência para prevenir situações de risco, entre outras colaborações. Até mesmo a atividade jurisdicional se beneficia, no caso de auxílios em pesquisa e investigação de bens de devedores – por vezes, ocultos.
“Todas as forças ganham quando trabalham de forma cooperada e com interoperabilidade. São operações conjuntas e sincronizadas, que melhoram nossos serviços, nossa segurança e a segurança pública. Quando a gente une forças, otimiza recursos, estratégias, planejamento. A ideia é funcionarmos em sincronia, principalmente em situações como as do ano passado, com a tragédia das enchentes”, explicou Lucena.
Além da explanação de Fernanda Sampaio, o encontro teve mais três palestras técnicas, ministradas pelo major da Polícia Militar Ricardo Nicoloso e pelos delegados Jonas Vilasboas Correa (Polícia Federal) e Mário Souza (Polícia Civil). Foi promovida, ainda, uma oficina de boas práticas, apresentadas por Tribunais e pela Polícia Civil. O evento foi elogiado pelos participantes, que esgotaram todas as inscrições.
A iniciativa do evento foi do Comitê de Segurança Institucional do TRT-RS, com apoio da Secretaria de Segurança Institucional, da Escola Judicial e das instituições parceiras.


