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10/06/2022 14:59

Projeto Contação de Histórias do TRT-4 tem início em colégio da rede estadual da Capital

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Alunos e convidados.
Vice-diretora Elisabete Guedes da Silva, professor André Araújo, juíza Carolina Hostyn Gralha.
Vice-diretora Elisabete Guedes da Silva, professor André Araújo, juíza Carolina Hostyn Gralha.
Professor André Araújo, Vice-diretora Elisabete Guedes da Silva,  juíza Carolina Hostyn Gralha e professoras.
Professor André Araújo, Vice-diretora Elisabete Guedes da Silva, juíza Carolina Hostyn Gralha e professoras.
Juíza Carolina Hostyn Gralha.
Juíza Carolina Hostyn Gralha.
Anré, Carolina e alunos.
André e alunos(as)
Alunos(as).
Alunos(as).
Alunos(as).
André e alunos(as)
André, Carolina e alunos(as)
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Os alunos do 5º e 6º ano da Escola Estadual Porto Alegre participaram de uma atividade diferenciada na manhã chuvosa desta segunda-feira (6/6). O colégio recebeu a visita do Projeto Contação de Histórias do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS). A iniciativa é coordenada pelo Programa de Combate ao Trabalho Infantil do TRT-4, com apoio da Comissão de Direitos Humanos, e tem como objetivo levar até os alunos, por meio da leitura mediada de uma obra educativa, a conscientização e o diálogo sobre temas relevantes para crianças e adolescentes. 

O livro eleito foi o “Não me toca, seu boboca!”, escrito por Andrea Viviana Taubman e ilustrado por Thais Linhares. Na história, a personagem Ritoca é uma coelha criança que conhece um personagem adulto chamado Pipoca. Pipoca se aproxima das crianças do colégio e, de início, parece inofensivo. Certo dia, porém, ele começa a pedir coisas estranhas à Ritoca, mostrando intenções perturbadoras e exercendo força física e psicológica contra a pequena. A coelha consegue reagir e gritar bem alto “não me toca, seu boboca!”, e, em seguida, ela alerta todas as crianças a sua volta para que fiquem longe daquele sujeito.

A leitura foi mediada pelo professor convidado André Araújo, experiente na atividade. Durante o desenrolar da trama, André interagia com os alunos, relacionando trechos da ficção com cenas da vida real. Além disso, conforme contava a história, o professor ia passando um fio de cordão pelos ouvintes, formando com eles uma teia de aranha simulada. André explicou que a teia formada entre as crianças simboliza a necessidade de falar sobre as experiências negativas vividas e, assim, criar uma rede de proteção. A dinâmica envolveu os alunos, que participaram com entusiasmo.

Após a leitura, a juíza Carolina Gralha falou aos alunos sobre os números da violência sexual infantil e ressaltou que abusos podem ocorrer mesmo dentro de casa, por pessoas próximas. Carolina os incentivou a falarem sobre o assunto com adultos de sua confiança e também com os(as) professores(as) do colégio com quem se sintam à vontade. 

Sobre a criação do projeto, Carolina explica que TRT-4 se envolveu diretamente nos eventos que marcaram o último dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, pelo seu Programa de Combate ao Trabalho Infantil e pela sua Comissão de Direitos Humanos. “A partir desse contato e a experiência de outros tribunais, em especial o da 3ª Região, foi percebida a necessidade da abordagem, diretamente com as crianças e os adolescentes, do tema do abuso e da exploração sexual, observando que se trata de uma das piores formas de trabalho infantil”, declarou. A ideia de envolver as escolas nessa empreitada foi natural, segundo ela. “A escola é imprescindível para o desenvolvimento deste trabalho, pois é o professor que recebe muitos dos relatos, que identifica a alteração de comportamento de um de seus alunos. É quem conhece a realidade lá na ponta do sistema”, comentou a magistrada. 

Carolina destaca a importância de incentivar crianças e adolescentes a identificar e denunciar condutas abusivas. “O abuso é uma forma cruel e violenta de retirar a infância de uma criança. A cada uma hora, três crianças são abusadas no Brasil. Precisamos falar sobre isso, as crianças e os adolescentes precisam falar sobre isso, precisam saber identificar, pedir ajuda e denunciar, sem culpa, medo ou vergonha. Não pode ser um tema velado relacionado a monstros. Monstros não existem, abusadores sim”, sustentou. 

Sobre a atividade que marcou o início do projeto, a magistrada entende ter tido bons resultados. “O professor André conseguiu direcionar a atenção para uma história contada que é a verdade de tantos jovens do nosso país. Acredito que plantamos sementes e dali apostamos que muitas coisas podem surgir. Do interesse à leitura, da identificação do Poder Judiciário Trabalhista como um braço acolhedor da cidadania, de alertas aos amigos e familiares e à denúncia de casos reais”.

No mês de julho, o programa segue na Escola Municipal Guerreiro Lima, com quatro encontros previstos, atendendo 200 alunos no total.

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Fonte: Bárbara Frank (Secom-TRT4).
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