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Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região

Rio Grande do Sul

Informações ao Cidadão
15/12/2018 17:50 compartilhe:

Formatura de alunos do Projeto Pescar da Comunidade Jurídico-Trabalhista emociona o público

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Foto posada com a presença da presidente do TRT-RS e outros presentes na formatura
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Iniciativa conjunta prepara jovens em situação de vulnerabilidade para o mercado de trabalho.

A formatura da segunda turma do Projeto Pescar - Unidade da Comunidade Jurídico-Trabalhista ocorreu na tarde dessa quinta-feira (13/12), na presença de familiares, voluntários e autoridades das entidades patrocinadoras do projeto. A cerimônia foi realizada no auditório Ruy Cirne Lima do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS), instituição que abrigou a turma ao longo do ano de 2018 para a realização do curso de Iniciação Profissional em Serviços Administrativos, com ênfase nos sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho). A atividade de encerramento incluiu apresentação teatral e números musicais realizados pelos próprios jovens, emocionando os participantes.

Acesse as fotos do evento.

A Comunidade Jurídico-Trabalhista do Projeto Pescar oferece formação socioprofissional gratuita a jovens em situação de vulnerabilidade social, por meio de uma parceria entre organizações públicas e privadas que decidiram apoiar esta causa. A presidente do TRT-RS, desembargadora Vania Cunha Mattos, parabenizou os alunos e enfatizou a importância da qualificação profissional oferecida como forma de mudar a vida deles para melhor. “Temos presente que este curso representa um primeiro passo, apenas um primeiro passo”, destacou. “A partir do momento em que vocês se conscientizam de que é com dedicação e trabalho que podem alcançar os seus objetivos, todos podem chegar lá com comprometimento e estudo”, concluiu.

Além do TRT-RS, integram o grupo as seguintes entidades:

Fundação Projeto Pescar, representada por sua vice-presidente, a desembargadora aposentada do TRT-RS Beatriz Brun Goldschmidt;

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), representada pela sua corregedora-geral, a advogada Maria Helena Camargo Dornelles;

Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS), representada pela procuradora Marlise Souza Fontoura;

Caixa de Assistência dos Advogados do Estado (CAA/RS);

Escola Superior da Advocacia (ESA), que desde outubro de 2018 está sediando a terceira turma do Projeto.

Engajamento em prol da sociedade

Além de estimular o voluntariado dentro das instituições, cada um dos parceiros atua com uma função específica: a ESA e o TRT-RS fornecem espaço para a realização das aulas, o MPT-RS auxilia no custeio do projeto, a CAA/RS é responsável pela contratação e pagamento dos professores e a OAB-RS tem papel fundamental ao promover a empregabilidade dos jovens. A Fundação Projeto Pescar, por sua vez, oferece a metodologia e capacita os educadores que atuarão diretamente com a turma. Nas palavras das duas oradoras da turma, Gabriela Nunes e Sofia de Mello, o que o projeto trouxe para a turma se desdobrará em suas vidas: “O projeto permitiu amadurecer e nos deu oportunidades que todos os jovens deveriam ter”, agradeceram.

A corregedora-geral da OAB/RS, Maria Helena Camargo Dornelles, transmitiu aos jovens os votos de sucesso de toda a direção da Ordem e elogiou a metodologia do projeto, que promove a inclusão social dos jovens de forma rápida e eficiente. “É um projeto em que conseguimos ver os resultados muito rapidamente, porque transforma a realidade desses jovens, além de prepará-los para o mercado do trabalho. Investir no projeto Pescar é acreditar que podemos formar e transformar jovens por meio da educação e inclusão social.”, enalteceu. “É uma grande satisfação para a OAB/RS saber que contribuiu com o futuro desses jovens e, consequentemente, para o futuro do nosso país”, acrescentou.

A procuradora Marlise, do MPT, ressaltou a feliz ideia que foi constituir a Comunidade Jurídico-Trabalhista do Projeto Pescar: “ Vocês estão aqui hoje porque algumas pessoas das instituições parceiras fizeram algo diferente. Elas pensaram além do que elas estavam formalmente reunidas para pensar. Os juízes não estão apenas julgando, os procuradores e advogados não estão apenas cuidando de suas ações. Todas as pessoas que se envolveram nesse projeto fizeram além do que lhes cabia.”, refletiu, dirigindo-se aos formandos. “Vocês terão de fazer também além do que lhes cabe. Olhar para o lado, olhar para dentro. Esse é o desafio que começa agora”, concluiu Marlise.

A vice-presidente do Pescar utilizou sua fala para destacar a importância do projeto na formação comportamental dos jovens. “Vocês tiveram aqui, mais do que uma futura profissão, contatos preciosos, que trouxeram conhecimento e alteraram a forma de vocês pensarem na vida, na sociedade e no trabalho”, celebrou, lembrando os formandos de que a partir dali eles teriam de seguir estudando e se capacitando permanentemente.

Formando cidadãos

A articuladora do Projeto no TRT-RS, Anita Cristina de Jesus, destacou o que o Pescar trouxe para dentro da Justiça Trabalhista. “Também é muito importante o que o projeto traz para a própria Instituição. Eu vejo o quanto a participação dos servidores no Pescar engaja e motiva as pessoas. Elas trazem um certo brilho no olhar, que se reflete em satisfação com o trabalho e orgulho pelas instituições às quais pertencemos”, explica a servidora e voluntária do TRT-RS.

Emocionado, o educador responsável pelo turma, André Cintra,celebrou as conquistas da turma e sua trajetória de crescimento pessoal ao longo do ano. “Foram árduas lutas para que a experiência em sala de aula pudesse ser de fato transformadora e propulsora, no âmbito pessoal assim como na preparação para o mundo do trabalho”, resumiu, visivelmente emocionado. “Esse é um dos nossos papeis: criar desafios que estimulem o crescimento de competências. E deu muito certo”, continuou, elogiando também o esforço dos parceiros e voluntários. “É uma rara possibilidade reunir num espaço educacional tantas pessoas comprometidas com o objetivo de transformar positivamente a vida dos nossos jovens”, emocionou-se.

As duas paraninfas da turma foram as voluntárias Caroline de Oliveira Bertolino e Lara Gobhardt Martins Borges Fortes. Ambas tiveram de conter as lágrimas ao se dirigir aos alunos. “Individualmente, cada um escreveu muitos textos. Juntos, publicamos um livro”, apontou Lara, responsável pela oficina de escrita que resultou na publicação da coletânea de crônicas “Já parou para ver?”. Ao final da cerimônia, foram distribuídas edições da obra para familiares e voluntários. A psicóloga Caroline, que trabalhou o desenvolvimento emocional da turma, elogiou o crescimento do todos: “Cada um descobriu algo novo sobre vocês, principalmente que eram mais do que imaginavam ser”, afirmou. “Felizes os que receberão vocês, pois receberão seres humanos. Seres inteiros e autênticos, dispostos a acolher e a ouvir”, reforçou.

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Fonte: texto de Álvaro Lima e foto de Inácio do Canto (Secom/TRT-RS)
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