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Publicada em: 29/04/2026 17:45. Atualizada em: 29/04/2026 17:46.

TRT-RS e UFRGS lançam o Observatório Gaúcho de Mediação e Negociação Trabalhista

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Mesa oficial à esquerda e estudante falando no púlpito à direita. Telão ao fundo exibe logo da Faculdade de Direito.
Solenidade ocorreu no Salão Nobre da Faculdade de Direito

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) e a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) lançaram, na terça-feira (28/4) o Observatório Gaúcho de Mediação e Negociação Trabalhista.  A cerimônia ocorreu no Salão Nobre da Faculdade de Direito.

O Observatório é coordenado pelo professor Guilherme Wünsch e pela professora Kelly Lissandra Bruch. A iniciativa tem o propósito de fomentar o estudo, a pesquisa e a difusão de práticas consensuais na resolução de conflitos trabalhistas, fortalecendo a cultura do diálogo, da cooperação e da pacificação social. O foco será especialmente em matérias de acidente de trabalho e doenças ocupacionais.

Ana Paula sorri na esquerda e Guilherme fala na direta ao microfone. Ambos estão na mesa oficial
Ana Paula Costa e Guilherme Wünsh

Conforme o professor Guilherme Wünsh, as etapas do projeto abrangem o mapeamento e a seleção de processos com potencial de acordo, a integração operacional com os Cejuscs (Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas) do TRT-RS, a formação técnica da advocacia e de operadores do sistema de justiça e a observação sistemática de audiências. A iniciativa também prevê a entrega de dois produtos finais: um relatório científico com análise dos resultados e a criação de um protocolo de mediação em ações acidentárias e doenças ocupacionais. 

“Partimos da premissa de que a autocomposição, especialmente em matéria trabalhista, deve ser compreendida como objeto autônomo de investigação científica, com variáveis próprias, metodologia específica e potencial normativo relevante”, declarou o professor Guilherme.  

Efetividade

Alexandre é branco, usa cabelo e barba escura, óculos de aro preto e fala na mesa oficial.
Alexandre Cruz

Em seu pronunciamento, o presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, observou que a negociação coletiva pode evitar numerosos processos judiciais e assegurar resultados mais rápidos e efetivos. O magistrado informou que, entre dezembro de 2023 e dezembro de 20205, cerca de 300 mil trabalhadores e trabalhadoras foram beneficiados com acordos no TRT-RS. “É indispensável que boas práticas, como essa hoje celebrada, sejam compartilhadas. Isso leva ao fortalecimento de uma cultura institucional, com a reafirmação do papel social da Universidade pública e da Justiça do Trabalho na preparação para os desafios de hoje e a construção de um futuro que realmente desejamos”, declarou. 

Nova perspectiva

Ana Paula é branca e de cabelos castanhos, fala na mesa oficial
Ana Paula Costa

A diretora da Faculdade de Direito da UFRGS, Ana Paula Motta Costa, comemorou a parceria entre as duas instituições e sua importância para a construção de uma nova ideia de justiça.  “A justiça não precisa necessariamente estar vinculada à imposição da decisão em um litígio. Espero que consigamos formar pessoas com uma perspectiva positiva sobre a conciliação trabalhista e outras formas de conciliação também”, afirmou. 

Pioneirismo

Cassou é branco e grisalho, fala na mesa oficial
Cláudio Cassou

O vice-presidente institucional do TRT-RS, desembargador Cláudio Cassou Barbosa, lembrou que a Justiça do Trabalho gaúcha foi pioneira no Brasil na abertura de mediações para solucionar conflitos antes da existência de um processo judicial. “Muitas vezes a sentença soluciona o processo mas não soluciona o conflito. Por outro lado, quando há negociação e conciliação, geralmente todos cedem mas todos saem satisfeitos”, afirmou. 

Solução consensual

Maria Silvana é branca e loira, fala na mesa oficial
Maria Silvana Tedesco

A diretora da Escola Judicial do TRT-RS, desembargadora Maria Silvana Rotta Tedesco, destacou a importância da criação do Observatório para a criação de uma cultura que possa fazer parte do cotidiano de estudantes, advogados e magistrados. “Estamos avançando para uma justiça em que as partes envolvidas consigam resolver seus conflitos de forma consensual”. 

Negociação por princípios

Manuela é parda de cabelo comprido escuro, fala no púlpito olhando para a esquerda.
Manuela Guahyba

A estudante Manuela Guahyba explicou que a equipe de mediação e negociação da UFRGS, envolvida no projeto, surgiu a partir de uma iniciativa estudantil para estudar práticas alternativas de resolução de conflitos. Ela acrescentou que as habilidades de negociação são uma ferramenta prática e útil em todos os aspectos da vida. “A equipe busca estudar e aplicar  os métodos da negociação por princípios, com ganhos mútuos sempre que possível. Quando há um conflito de interesses, buscamos critérios justos”, explicou. 

Presenças

cinco integrantes da mesa oficial posam para a foto
Maria Silvana Tedesco, Alexandre Cruz, Ana Paula Costa, 
Guilherme Wünsh e Cláudio Cassou

A solenidade também contou com a presença do vice-diretor da Escola Judicial do TRT-RS, desembargador Ricardo Carvalho Fraga; da desembargadora Luciane Cardoso Barzotto; da juíza auxiliar da Vice-Presidência Institucional e de Atuação em Demandas Coletivas, Maria Teresa Vieira da Silva; da juíza do Trabalho Valdete Souto Severo; da presidente da Associação Gaúcha da Advocacia Trabalhista (Agetra), Caroline Anversa; e do diretor da Associação dos Advogados Trabalhistas de Empresas no RS (Satergs), Mário Antônio Hubenthal Pellegrini Filho.

todos os presentesp posam para a foto

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Fonte: Guilherme Villa Verde (Secom/TRT-RS)
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