02/12/2019 17:00

Fórum Antirracista: afroempreendedorismo foi tema de roda de conversa

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Foto do palco, mostrando os quatro participantes do painel
Elisa Mateus
Elisa Mateus
Diego Dias
Diego Dias
Leo Ribeiro
Leo Ribeiro
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A tarde do I Fórum de Educação Antirracista, ocorrido na última quinta-feira (21/11), iniciou com uma roda de conversa sobre afroempreendedorismo e luta antirracista. Participaram da conversa Diego Dias, sócio e idealizador da Cervejaria Implicantes, Leo Ribeiro, da ONG Reafro, e Elisa Mateus, proprietária do salão Tranças África. A conversao correu no Auditório Ruy Cirne Lima, na Escola Judicial do TRT-RS, e foi mediada pela servidora Vania Teresinha Oliveira Soutinho.

Acesse o álbum de fotos do evento.

Elisa deu início à conversa apresentando seu empreendimento – um salão de beleza com 12 anos de história que tem, como foco principal, os cabelos afro. Embora esteja nos cabelos – e nas tranças, principalmente – o negócio de Elisa, ela afirma que sua missão vai muito além. O objetivo do salão, segundo a proprietária, é também contribuir com a autoestima das clientes e coma aceitação dos cabelos afro, resgatando a ancestralidade por meio das tranças.“Já teve gente que sentou na minha cadeira acreditando que o cabelo dela era ruim”, contou Elisa, “e eu faço questão de sempre dizer: ruim pra quem?”, continuou. “Até onde sei, ele nunca fez mal a ninguém. Então não poderia ser ruim”, concluiu. O salão, que começou na casa de Elisa e depois se mudou para um simples espaço na Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre, conta hoje com duas unidades – uma no centro da Capital e outra em São Leopoldo. 

Sócio-idealizador da cervejaria Implicantes, Diego também falou sobre o seu negócio e os motivos que o levaram a empreender: a ausência de representatividade de pessoas negras nas cervejarias tradicionais. De acordo com ele, as empresas de cerveja dificilmente retratam, seja nos rótulos ou nas propagandas, pessoas negras e, quando o fazem, é de uma forma estereotipada. Diego mostrou exemplos disso. Para ele, negros ainda são vistos como aqueles que procuram apenas as cervejas mais baratas e, por isso, não há uma comunicação acertada das cervejarias artesanais, em especial, com esse público – o que, segundo ele, é um grande equívoco.

Leo Ribeiro terminou a conversa falando sobre a importância de negros consumirem produtos ou serviços de outros negros. “Nós precisamos nos consumir. Fazer o black money na prática. Boa parte do nosso dinheiro vai para white money. A gente precisa compreender isso”, frisou o consultor. É nessa lógica, inclusive, que atua a ONG Reafro, da qual Leo é fundador. A organização auxilia pessoas negras a empreenderem, estimulando o afroempreendedorismo brasileiro e incentivando as relações de negócios entre afro-brasileiros.Segundo Leo, a maior parte dos microempreendedores brasileiros é, hoje, formada por negros. Mas são eles, também, os que têm maior dificuldade de manterem os negócios – a causa disso, de acordo com Leo, está no motivo que leva negros a empreenderem: a necessidade. A Reafro trabalha para mudar essa realidade, afirma o fundador.

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Fonte: Leonardo Fidelix (Secom/TRT4)
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