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Publicada em: 03/08/2026 15:20. Atualizada em: 04/08/2026 17:33.

Sarau no TRT-RS destaca o protagonismo de mulheres negras e a luta contra racismo e sexismo

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Slamer Mikaa se apresentando no Sarau
Mikaa, destaque da poesia falada em porto Alegre
presidente do tribunal se pronunciando ao microfone no púlpito
Alexandre Corrêa da Cruz
coletivo de meninas se apresentando em grupo
O coletivo de estudantes também leva o tema da pobreza menstrual
cantora Pâmela tocando cavaquinho e cantando
Em 2022, Pâmela recebeu o prêmio Açorianos de Música, como intérprete.
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O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) sediou, na quarta-feira (29/07), o Sarau da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha - Vozes da Ancestralidade, Memória, Trabalho e Resistência. O evento aconteceu no Espaço Memorial do Foro Trabalhista. A programação contou com a presença de artistas e do público geral.

Acesse o álbum de fotos do eventoAbre em nova aba

Em referência ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra — celebrados em 25 de julho  o sarau teve a realização da Assessoria de Promoção ao Trabalho Decente e dos Direitos Humanos (Asprodec), do Coletivo Negro e do Memorial, com o apoio do Comitê de Equidade Gênero e Diversidade do TRT-RS.

O encontro se organizou em uma roda intimista de apresentações para o público, com cadeiras e assentos de almofada e uma lousa eletrônica que homenageou com fotos as servidoras, estagiárias e trabalhadoras mediante terceirização do tribunal. Também proporcionou, no Espaço Memorial, a exposição de pinturas da artista visual Elisângela Soares.

Apresentações e pronunciamentos

O início do evento aconteceu de maneira espontânea com a performance da poeta e slammer Mikaa, interpretando a letra da música “Maria da Vila Matilde” de Elza Soares. A artista fez outras duas apresentações durante a noite. 

Em seguida, houve pronunciamentos, iniciando pela fala da servidora Olívia Evaristo Cunha, representante do Coletivo Negro do TRT-RS. Ela falou sobre a importância de promover discussões sobre a negritude de maneira frequente, sem se ater somente ao dia 20 de novembro. Dirigiu sua fala a todas as mulheres negras presentes e disse: “Quando uma mulher negra se movimenta, toda uma estrutura se move com ela. Que a gente nunca se esqueça da nossa força, da nossa coragem e da nossa potência, nós somos o sonho das nossas ancestrais.”

No discurso da servidora Janaína Costa Teixeira, do Comitê de Equidade, Gênero, Raça e Diversidade do TRT-RS, o sarau foi referido como um marco temático necessário para cumprir o compromisso de promover práticas inclusivas de enfrentamento ao racismo e ao sexismo.

A desembargadora Rosane Serafini Casa Nova, coordenadora da Comissão de Gestão da Memória, ressaltou  a importância de um espaço e um evento que é mais um lugar de luta das mulheres negras.

Em seu pronunciamento, o presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, pontuou o desafio de cumprir a devida homenagem às mulheres negras, enquanto um homem branco que ocupa o lugar da Presidência do TRT-RS.

O presidente falou sobre o dever de reconhecer o lugar social e institucional que ocupa, a responsabilidade histórica e o rigor ético necessário para compreender que as estruturas que lhe conferem autoridade e legitimidade não distribuíram historicamente poder e oportunidade de forma igual. Ressaltou o compromisso com o enfrentamento do silenciamento histórico das mulheres negras para a construção da sociedade. “Minha mais profunda reverência e meu respeito à história, à escrita, à voz e à existência de cada mulher negra aqui celebrada, e de maneira muito especial às mulheres negras deste tribunal”, declarou. 

Sarau

Dando abertura ao sarau, o grupo Garotas de Vermelho fez sua apresentação. As estudantes encenaram uma performance sobre a cultura indígena, em referência ao povo Tupi. Garotas de Vermelho é uma iniciativa do coletivo Luísa Marques da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Milaire.

Com a participação ativa de todos, o encontro cultural contou com a música da atriz, cantora, musicista e arte-educadora Pâmela Amaro. A artista tocou samba, que foi acompanhado com empolgação pelos presentes.

Seguiram-se atividades de leitura coletiva de cordel e leitura de fichas pelo público. Os participantes foram incitados ao diálogo, a partir de reflexões, dicas e provocações.  

No fim do evento, a lousa digital exibiu fotos das mulheres negras do quadro de servidoras, estagiárias e trabalhadoras mediante terceirização do TRT-RS. Ainda contou com a fala de encerramento da cerimonialista e uma última apresentação da cantora Pâmela Amaro.



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Fonte: Fonte: Laura Barbosa (Secom/TRT-RS). Fotos: Tânia Meinerz.
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