Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região  Memorial da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul
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Objetos

    O Memorial da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul possui vasto Acervo Tridimensional que contempla objetos que contam a história da Instituição. Entre eles, calculadoras, carteiras de trabalho e previdência social, telefones, mobiliário, material de escritório e até uma bicicleta.

    Saiba mais sobre alguns dos itens que fazem parte do Acervo: 

    • BALANÇA FILIZOLA

    Quantos de nós não lembram das balanças Filizola vermelhas, sempre presentes sobre o balcão de açougues, farmácias, mercearias, armazéns e mercados, em outros tempos? Elas marcaram uma época.

    No TRT4 também se utilizaram as balanças Filizola, como  a peça ora mostrada integrante do acervo do Memorial.

    A balança foi adquirida pelo TRT4 em 16/11/1965, sendo usada pela 7ª VT do Trabalho de Porto Alegre, depois transferida à 2ª VT de Santa Cruz do Sul, lá permanecendo até 2011. Ela certamente trabalhou uns bons 40 anos até ser integrada ao acervo do Memorial, há quatro anos. Na Justiça do Trabalho elas foram utilizadas principalmente para a pesagem de documentos e processos a remeter pelo correio.

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    • CADEIRAS DA EMPRESA MÓVEIS CIMO S.A.

    O Memorial possui em seu Acervo em torno de 15 cadeiras da Móveis CIMO S.A., de Rio Negrinho – Santa Catarina. As peças de mobiliário da empresa foram largamente utilizadas em repartições públicas por todo o país nos anos 1950 até 1970. Ficaram conhecidas nacionalmente por sua beleza, ergonomia, durabilidade e resistência.

    O primeiro modelo de cadeira, construído a partir de sobras de produção de caixas, foi a cadeira 1001 – carro-chefe da empresa – hoje disputada no mercado de móveis antigos. A empresa começou suas atividades em 1912, tendo falido em 1982, mas seus móveis, ainda hoje, são objeto de desejo de colecionadores e apreciadores de mobiliário. Participam de algumas mostras sobre o mobiliário nacional, como a Bienal Brasileira de Design de 2010. 

    Estão presentes em diversos acervos museológicos, tais como o do Museu da Casa Brasileira e o do Memorial do TRT4.

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    • CALCULADORA MECÂNICA TRIUMPHATOR

    A calculadora mecânica Triumphator modelo CRN2 é originária da 1ª Vara do Trabalho de Pelotas/RS.

    De acordo com informações obtidas na internet, foi fabricada entre 1959 e 1964 em Leipzig, na então Alemanha Oriental. A fabricante era considerada uma das três principais fábricas de calculadoras na primeira metade do século XX.

    A peça funciona pelo sistema de “molinete”, isto é, girando-se a manivela movimentava-se o sistema que procedia às contas antes programadas.

    Possui três visores numéricos de oito, dez e treze números, efetuando as quatro operações. Entretanto, quase nada mais se sabe a respeito de seu funcionamento. Construída basicamente em metal, a peça chega a pesar mais de cinco quilos.

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    • "MÁQUINA DE SOMAR" da marca Inzadi

    A “máquina de somar” é uma calculadora fabricada na década de 1940. Ela foi adquirida pelo TRT da 4ª Região em 1944. Essa é uma versão de dez teclas numéricas da marca italiana Inzadi, que aceita a entrada de números como nas calculadoras atuais.

    Apesar do nome, esses modelos já executavam todas as operações aritméticas, diferentemente das primeiras peças de que se tem registro.

    O objeto integrou o Museu do TRT-RS entre 1994 e 2003.

    Para mais fotos, clique na imagem abaixo.

     

    • VENTILADOR da marca Orbit

    O ventilador com cerca de 80 anos de fabricação foi adquirido pelo TRT4 na década de 1960 para utilização na Junta de Conciliação e Julgamento de Blumenau, em Santa Catarina

     Naquela época, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região abrigava também o estado vizinho. Essa jurisdição permaneceu até 1976, quando foi instalado o TRT9, com sede em Curitiba, que passou a atuar nos estados do Paraná e Santa Catarina. Apenas em 1981 foi criado o TRT12, com sede em Florianópolis.

    Fabricado na Inglaterra, possivelmente na década de 1930, o ventilador da marca Orbit permaneceu na unidade de Blumenau até 1997, quando foi enviado de volta ao TRT4. Há cerca 80 anos de sua fabricação, o ventilador ainda funciona, porém com problemas no mecanismo de oscilação.

     

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    • BICICLETA da marca Odomo

    A foto abaixo é de uma bicicleta da marca Odomo, meio de transporte utilizado pelos Oficiais de Justiça da Junta de Conciliação e Julgamento da cidade de Pelotas/RS, na década de 1940 e no início da década de 1950. As bicicletas eram fornecidas pelo próprio TRT4. 

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    • MÁQUINA DE ESCREVER da marca Olympia

    A máquina de escrever "Olympia Model 8" foi utilizada na década de 40 pela Justiça do Trabalho gaúcha e fabricada possivelmente no ano de 1946, na Alemanha, pela Olympia Company.

    O objeto foi adquirido pelo TRT da 4ª Região em 2 de janeiro de 1947, para provável uso em unidades da 2ª instância de julgamento.

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    • RETRATO DO PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS, pintado a óleo

    Definitivamente instalada em todo o território nacional em 1º de maio de 1941, com a finalidade de solucionar os conflitos trabalhistas entre patrões e empregados, a Justiça do Trabalho nasceu e cresceu ao longo do processo histórico republicano brasileiro, iniciado no governo de Getúlio Vargas.

    Para marcar essa data, as comemorações no Rio Grande do Sul envolveram uma missa campal no Parque Farroupilha e a inauguração do prédio situado à Rua General Câmara, nº 261, primeira sede do Conselho Regional do Trabalho da 4ª Região (CRT), antiga designação do TRT4.

    Na ocasião, o salão de honra do novo órgão trabalhista recebeu um quadro pintado a óleo do presidente Getúlio Vargas, uma homenagem dos Sindicatos dos Empregados de Porto Alegre.

    Tal imagem tornou-se tão emblemática que, quando Getúlio caiu em 1945, seus opositores quiseram retirar seu retrato da sede do Conselho. Mas seus apoiadores, como o então presidente do TRT4, Djalma Castilhos Maya, impediram este ato, como conta seu filho e então funcionário da Justiça do Trabalho:

    "Como a JT era a ‘menina dos olhos’ de Getúlio, cada vez que alguém queria atacá-lo, avançava contra a instituição. Quando Getúlio foi deposto do poder, nos anos 40, um grupo de opositores se reuniu para retirar o seu retrato dos órgãos públicos. Havia um na sede do Conselho, mas, quando a turma chegou lá, teve que enfrentar a obstinação do Dr. Djalma. Com a mão na pistola, o então presidente do CRT levantou a voz para dizer: ‘o retrato está na parede, e vai continuar!’"

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Fonte: Memorial da Justiça do Trabalho
 
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